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	<title>sangue Archives - My Reumatologia</title>
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		<title>Estudo propõe método de otimização dos transplantes de sangue do cordão umbilical para síndrome de Hurler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Ajuda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jan 2022 11:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cordão umbilical]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A síndrome de Hurler pode causar problemas cognitivos, musculoesqueléticos, cardíacos e respiratórios, aumento do volume do fígado e do baço e alterações na visão e audição. Uma nova abordagem terapêutica complementar pode ajudar a melhorar os resultados dos transplantes de sangue do cordão umbilical. Esta é uma doença genética grave, com efeitos devastadores para os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-214090" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2022/01/821ee19c73076a9074fe1f4f0b493d5a.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2022/01/821ee19c73076a9074fe1f4f0b493d5a.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2022/01/821ee19c73076a9074fe1f4f0b493d5a-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2022/01/821ee19c73076a9074fe1f4f0b493d5a-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A síndrome de Hurler pode causar problemas cognitivos, musculoesqueléticos, cardíacos e respiratórios, aumento do volume do fígado e do baço e alterações na visão e audição. Uma nova abordagem terapêutica complementar pode ajudar a melhorar os resultados dos transplantes de sangue do cordão umbilical.</p>
<p><span id="more-305"></span></p>
<p>Esta é uma doença genética grave, com efeitos devastadores para os doentes, caracterizada pela falta de uma determinada enzima no organismo, que resulta na acumulação de açúcares complexos nos tecidos e órgãos.</p>
<p>Esta síndrome, que afeta uma em cada 200 mil pessoas na Europa, pode causar problemas cognitivos, musculoesqueléticos, cardíacos e respiratórios, aumento do volume do fígado e do baço e alterações na visão e audição.</p>
<p>Uma das estratégias de tratamento usadas atualmente, e que o doente tem de fazer durante toda a vida, assenta numa terapêutica de substituição enzimática para suprir a enzima que está em falta no organismo. Este tratamento permite a melhoria dos sintomas e o aumento da esperança de vida destes doentes.</p>
<p>Contudo, quando a síndrome de Hurler é detetada até aos dois anos e meio de idade, a opção ideal de tratamento é um transplante, a partir de um dador compatível, com células estaminais hematopoiéticas (que formam novas células do sangue e do sistema imunitário). Através do transplante, a criança passará a produzir a enzima em falta, mitigando os sintomas da doença e aumentando a sua esperança de vida.</p>
<p>O sangue do cordão umbilical, pelas suas vantagens, é a melhor fonte de células estaminais no caso da síndrome de Hurler, devido à sua disponibilidade imediata (reduzindo o tempo entre diagnóstico e transplante), maior tolerância relativamente aos fatores de compatibilidade (facilitando a escolha de um dador compatível), probabilidade reduzida de doença do enxerto contra o hospedeiro (uma complicação potencialmente fatal dos transplantes hematopoiéticos), e melhores níveis de enzima nos indivíduos transplantados, associados a melhor controlo da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A otimização dos transplantes para a síndrome de Hurler</strong></p>
<p>Um estudo publicado na revista científica&nbsp;<em>Bone Marrow Transplantation</em>&nbsp;sugere uma metodologia para a otimização dos resultados dos transplantes – a utilização de um medicamento biológico (rituximab), composto por um anticorpo que permite eliminar linfócitos B (células do sistema imunitário produtoras de anticorpos), que já é utilizado no tratamento de outras doenças.</p>
<p>O estudo da utilização do rituximab partiu da hipótese de que a eliminação dos linfócitos B, aquando do transplante, poderia conduzir a melhores resultados. Para o efeito, os autores analisaram os resultados do tratamento de 57 crianças com Síndrome de Hurler transplantadas (em média, aos 12 meses) com sangue do cordão umbilical.</p>
<p>Vinte crianças receberam rituximab 10 dias antes e 30 depois do transplante para além do regime de condicionamento necessário. As restantes 37 crianças não receberam o medicamento, tendo constituído o grupo controlo do estudo.</p>
<p>Embora a taxa de sobrevivência aos dois anos tenha sido igual em ambos os grupos, a taxa de sobrevivência livre de complicações (e.g., rejeição do transplante), um ano após o transplante, foi de 85% no grupo que recebeu o rituximab, muito acima dos 45,9% do grupo controlo.</p>
<p>Estes dados indicam que a adição do rituximab ao protocolo de tratamento ajuda a melhorar os resultados da transplantação com sangue do cordão umbilical para esta síndrome. Adicionalmente, os autores verificaram que, seis meses após o transplante, os níveis de linfócitos B eram semelhantes em ambos os grupos e que a taxa de infeções não foi superior nas crianças que receberam rituximab, indicando que esta abordagem não acarreta riscos acrescidos de infeções no período pós-transplante.</p>
<p>Este estudo é mais um passo no sentido de otimizar os resultados dos transplantes de sangue do cordão umbilical em crianças com síndrome de Hurler, cuja melhor hipótese de cura é a realização de um transplante deste tipo o mais rapidamente possível após o diagnóstico.&nbsp;</p>
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