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	<title>lúpus Archives - My Reumatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Reumatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças reumatológicas.</description>
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	<title>lúpus Archives - My Reumatologia</title>
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		<title>Ensaios de lúpus BRAVE demonstram resultados sobre baricitinib</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/ensaios-de-lupus-brave-demonstram-resultados-sobre-baricitinib/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 07:36:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baricitinib alcançou o endpoint primário num estudo fase 3 de doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), mas não cumpriu o mesmo endpoint num segundo ensaio com o objetivo de replicar os resultados. Este foi o ensaio da fase 3 do baricitinib no LES ativo, motivado pelos resultados positivos no ensaio anterior da fase 2 e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-214309" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/3946cc5a2ed843c2c9fca0b4efcd28ba.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/3946cc5a2ed843c2c9fca0b4efcd28ba.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/3946cc5a2ed843c2c9fca0b4efcd28ba-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/3946cc5a2ed843c2c9fca0b4efcd28ba-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>Baricitinib alcançou o <em>endpoint</em> primário num estudo fase 3 de doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), mas não cumpriu o mesmo <em>endpoint</em> num segundo ensaio com o objetivo de replicar os resultados.</p>
<p><span id="more-495"></span></p>
<p>Este foi o ensaio da fase 3 do baricitinib no LES ativo, motivado pelos resultados positivos no ensaio anterior da fase 2 e evidências biológicas robustas da inibição JAK no lúpus. O SLE-BRAVE-I e SLE-BRAVE-II foram ambos ensaios duplamente cegos, aleatorizados e controlados por placebo que investigaram a segurança e eficácia do baricitinib em doentes com LES. Ambos os estudos incluíram doentes com 18 anos ou mais que tinham LES e estavam a receber uma terapêutica de <em>background</em> estável. Os doentes em ambos os estudos foram aleatorizados 1:1:1 para receberem baricitinib 4 mg ou 2 mg, ou placebo.</p>
<p>O <em>endpoint</em> primário em ambos os estudos foi a percentagem de doentes que receberam 4 mg de baricitinib e que obtiveram um Índice de Resposta ao LES (SLE Responder Index)-4 na semana 52 <em>versus</em> placebo. Adicionalmente, os investigadores em ambos os ensaios realizaram análises de segurança para os doentes que receberam baricitinib e não interromperam a terapêutica durante o período do estudo. Os <em>endpoints</em> secundários diferiram entre os estudos, mas incluíram percentagens de doentes que atingiram baixa atividade da doença e que receberam doses de prednisolona.</p>
<p>Um total de 760 doentes participaram no SLE-BRAVE-1, 252 dos quais receberam baricitinib 4 mg, enquanto 255 receberam doses de 2 mg e 253 receberam placebo. Em comparação com placebo, um número significativamente maior de doentes alcançaram o <em>endpoint</em> primário (OR = 1,57; 95% CI, 1,09-2,27) com baricitinib 4 mg. No entanto, não houve diferença estatisticamente significativa entre o grupo que recebeu baricitinib <em>versus</em> placebo no que diz respeito aos <em>endpoints</em> secundários. O perfil de segurança permaneceu consistente com os achados anteriores.</p>
<p>O SLE-BRAVE-II, entretanto, incluiu 775 doentes. Neste estudo, 258 doentes receberam 4 mg de baricitinib, 261 doentes receberam 2 mg de baricitinib, e 256 doentes receberam placebo. Aqui, não houve diferenças na percentagem de doentes de cada grupo que atingiram o <em>endpoint</em> primário, de acordo com os investigadores. Além disso, não foram atingidos os <em>endpoints</em> secundários. No entanto, o ensaio estava em conformidade com os resultados de segurança anteriormente relatados.</p>
<p>O BRAVE-I foi um ensaio positivo com uma diferença significativa a favor do baricitinib na medida do endpoint primário do SRI(4). Enquanto as medidas de <em>endpoints</em> secundários exploratórios nos domínios músculo-esquelético e mucocutâneo também foram positivas, os <em>endpoints</em> secundários formais não o foram. O ensaio BRAVE-II foi negativo o que significa que as evidências que sustentam a eficácia do baricitinib no LES são insuficientes para suportar a sua aprovação. Contudo, os autores destacam que não foram registados novos sinais de segurança nesta população de maior risco.</p>
<p>Os desafios que traduzem os resultados positivos do ensaio da fase 2 para a fase 3 e a aprovação subsequente permanecem. Os investigadores concluem que um projeto global com o objetivo de produzir melhores medidas de <em>outcome</em> para os ensaios do LES pode fazer uma grande diferença. Entretanto, vários outros programas promissores estão na fase III que e aguardam resultados positivos e mais medicamentos novos.</p>
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		<title>Investigadores desvendam alterações que desencadeiam aparecimento de lúpus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 08:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que alterações na composição dos açúcares à superfície das células &#8220;confundem&#8221; o sistema imunitário e desencadeiam doenças autoimunes como o lúpus. O estudo, publicado&#160;na revista científica Science Translation Medicine,&#160;permitiu desvendar &#8220;o mecanismo&#8221; que leva ao aparecimento de doenças autoimunes. As [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-214302" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/c3698948bbef8e01b61b372d4a29088b.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/c3698948bbef8e01b61b372d4a29088b.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/c3698948bbef8e01b61b372d4a29088b-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2023/04/c3698948bbef8e01b61b372d4a29088b-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que alterações na composição dos açúcares à superfície das células &#8220;confundem&#8221; o sistema imunitário e desencadeiam doenças autoimunes como o lúpus. O estudo, publicado&nbsp;na revista científica <em>Science Translation Medicine</em>,&nbsp;permitiu desvendar &#8220;o mecanismo&#8221; que leva ao aparecimento de doenças autoimunes.</p>
<p><span id="more-488"></span></p>
<p class="text-paragraph">As doenças autoimunes caracterizam-se pela incapacidade do sistema imunitário em distinguir &#8220;o próprio do não-próprio&#8221;, &#8220;o que o leva a atacar&#8221; as próprias células e desencadear um &#8220;processo inflamatório crónico&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Estas doenças, debilitantes, incapacitantes e sem cura, têm particular impacto na qualidade de vida dos doentes.</p>
<p class="text-paragraph">No estudo, a equipa do i3S centrou-se no lúpus e tentou perceber &#8220;até que ponto a presença anómala de açúcares alterados à superfície do rim&#8221; determina o seu aparecimento.</p>
<p class="text-paragraph">A investigadora que liderou o estudo, Prof.ª Doutora Salomé Pinho, explica que o sistema imune &#8220;ativa um certo tipo de células imunológicas que levam à produção de moléculas pró-inflamatória, contribuindo assim para o estabelecimento do processo inflamatório&#8221;.&nbsp;Tal permitiu aos investigadores identificar &#8220;um novo mecanismo subjacente&#8221; ao desenvolvimento da doença autoimune.</p>
<p class="text-paragraph">Também a primeira autora do estudo, Prof.ª Doutora Inês Alves, acrescenta que a investigação permitiu descobrir &#8220;que é possível reparar esta modificação anómala de glicanos e controlar, desta forma, a resposta imunológica auto-reativa, evitando que o rim seja atacado pelas células imunes e prevenindo, assim, o desenvolvimento do lúpus”.</p>
<p class="text-paragraph">A descoberta abre portas para &#8220;o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o tratamento de doenças autoimunes&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A investigação foi também distinguida com um prémio de inovação de 280 mil euros pela associação americana <em>Lupus Research Alliance</em> (LRA).</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;A descoberta de um novo mecanismo subjacente à resposta imune descontrolada que caracteriza o Lúpus abre portas para investigarmos novas abordagens terapêuticas que podem ter impacto num leque alargado de doenças autoimunes. O prémio vai permitir transformar este mecanismo num alvo terapêutico e, assim esperamos, controlar a doença e melhorar a qualidade de vida destes doentes&#8221;, acrescenta a Prof.ª Doutora Inês Alves.</p>
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		<item>
		<title>Prémio Nacional de Investigação em Autoimunidade atribuído a trabalho sobre lúpus eritematoso sistémico</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/premio-nacional-de-investigacao-em-autoimunidade-atribuido-a-trabalho-sobre-lupus-eritematoso-sistemico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 09:18:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A&#160;descoberta de um biomarcador molecular para o lúpus eritematoso sistémico&#160;(LES) valeu ao grupo do&#160;Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) o&#160;Prémio Nacional de Investigação em Autoimunidade, atribuído pelo Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI). No valor de&#160;cinco mil euros, o prémio foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-213988" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/07/bfef6034dab7e57f223e48f4dcf3e90d.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/07/bfef6034dab7e57f223e48f4dcf3e90d.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/07/bfef6034dab7e57f223e48f4dcf3e90d-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/07/bfef6034dab7e57f223e48f4dcf3e90d-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A&nbsp;descoberta de um biomarcador molecular para o lúpus eritematoso sistémico&nbsp;(LES) valeu ao grupo do&nbsp;Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) o&nbsp;Prémio Nacional de Investigação em Autoimunidade, atribuído pelo Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).</p>
<p><span id="more-200"></span></p>
<p>No valor de&nbsp;cinco mil euros, o prémio foi entregue na sessão de encerramento no VII Congresso Nacional de Autoimunidade | XXVI Reunião Anual do NEDAI, distinguindo um trabalho do i3S recentemente <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/art.41768" target="_blank" rel="noopener">publicado</a> na revista do <em>American College of Rheumatology</em>, a <em>Arthritis and Rheumatology</em>.</p>
<p>Neste trabalho, a&nbsp;equipa de cientistas demonstra que os doentes com LES exibem à superfície das células do rim uma composição atípica de açúcares (glicanos), que se traduz numa assinatura molecular única.</p>
<p>Segundo a Dr.ª Inês Alves, estudante do 4.º ano do Programa Doutoral em Biomedicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e primeira autora do artigo, a descoberta deste biomarcador “não só facilita o diagnóstico da doença, como também tem valor prognóstico ao permitir saber com antecedência quem vai desenvolver doença complicada, e desta forma agir atempadamente, evitando assim situações mais graves, como a perda progressiva e irreversível da função do rim”, esclarece.</p>
<p>Os investigadores, liderados pela Prof.ª Doutora&nbsp;Salomé Pinho, do i3S, em colaboração com o Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP), com o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), recorreram a amostras de rim de doentes com LES e que tinham o rim afetado (glomerulonefrite/nefrite lúpica), identificando uma composição de estruturas de glicanos incomum.</p>
<p>Além disso, os estudiosos mostraram que essa&nbsp;expressão alterada de glicanos à superfície das células do rim destes doentes parece ser uma peça fundamental para um reconhecimento anómalo por parte do sistema imune, desencadeando uma resposta inflamatória exacerbada no rim, característica desta doença autoimune.</p>
<p>A investigadora esclarece: “As alterações na glicosilação de proteínas são uma marca das doenças autoimunes e também do cancro. Os glicanos são reguladores chave da resposta inflamatória. E, como tal, quando esses glicanos se encontram alterados na célula, dão indicações ao sistema imunitário para combater a célula/o órgão, desencadeando uma reação autoimune. São, por isso, potenciais biomarcadores com valor prognóstico e promissores alvos terapêuticos”, adianta.</p>
<p>O grupo liderado pela Prof.ª Doutora Salomé Pinho tem-se dedicado ao estudo do papel dos glicanos em doenças como o cancro, a doença infamatória intestinal e outras doenças autoimunes, como o lúpus.</p>
<p>Criado em 2005 pelo NEDAI da SPMI, o Prémio Nacional de Investigação em Autoimunidade tem como objetivo premiar trabalhos de investigação básica e clínica no âmbito da autoimunidade realizados em Portugal ou por grupos de investigadores que incluam médicos portugueses.</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Fonte: Universidade do Porto</span></p>
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		<title>É necessário “acalmar a ansiedade das pessoas com lúpus e explicar que podem ter uma vida perfeitamente normal”</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/entrevistas/e-necessario-acalmar-a-ansiedade-das-pessoas-com-lupus-e-explicar-lhes-que-podem-ter-uma-vida-perfeitamente-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 08:04:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[spr]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A My Reumatologia falou com a Prof.ª Doutora Helena Canhão, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), sobre o lúpus, doença autoimune e inflamatória crónica, que afeta, na grande maioria dos casos, mulheres em idade fértil. Leia a entrevista. “O facto de ser uma doença muito complexa e de se poder manifestar de várias formas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-213968" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d-768x394.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A My Reumatologia falou com a <strong>Prof.ª Doutora Helena Canhão</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), sobre o lúpus, doença autoimune e inflamatória crónica, que afeta, na grande maioria dos casos, mulheres em idade fértil. Leia a entrevista.</p>
<p><span id="more-180"></span></p>
<p>“O facto de ser uma doença muito complexa e de se poder manifestar de várias formas tem o desafio do tratamento, mas também tem o desafio do diagnóstico, porque, às vezes, a pessoa tem sintomas que não associamos ao lúpus, e só quando afeta o rim, por exemplo, é que se faz o diagnóstico”. É desta forma que a reumatologista descreve a gestão do lúpus: um desafio. Sendo uma doença autoimune e inflamatória crónica, os anticorpos produzidos pelo sistema imunitário acabam por lutar contra órgãos como o rim, a pele, e as articulações, causando lesões no rim, manchas na pele, e inflamação articular.</p>
<p>A especialista prossegue: “Quando são queixas sobretudo da pele e das articulações, nem sempre é fácil. Tem de se ter em conta todas as manifestações”.</p>
<p>Também o tratamento da patologia depende das suas manifestações, já que “quando uma pessoa é diagnosticada com lúpus tem de se ter cuidado, porque não quer dizer que vá ter uma doença muito grave”, relembra a presidente, adiantando que a doença pode ter expressões diferentes e afetar diferentes órgãos ao longo do tempo.</p>
<p>No entanto, o facto de a terapêutica implicar o uso de medicamentos que interferem com sistema imunitário tem diversas repercussões na vida dos doentes, na sua maioria mulheres em idade fértil. Uma delas é a questão de não ser aconselhado engravidar em caso de descompensação da doença, uma vez que o tratamento está associado a anticorpos que causam tromboses, particularmente na placenta, e que provocam abortos com mais facilidade. Os efeitos a nível cardiovascular são, também, outra preocupação, assim como a ansiedade de viver com a patologia.</p>
<p>De acordo com a responsável, é necessário “ensinar as pessoas a lidar com uma doença destas, porque, geralmente, surge de forma súbita em pessoas jovens, que não estão preparadas para a doença, e, de repente, veem-se com uma patologia que é potencialmente grave”. Assim, a Prof.ª Doutora Helena Canhão considera importante “acalmar a ansiedade das pessoas com lúpus e explicar-lhes que podem ter uma vida perfeitamente normal, mas têm de cumprir a terapêutica, que é fundamental para conseguirem viver bem e terem uma vida o mais normal possível”, alerta.&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ADL convida os portugueses a correr contra o lúpus</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/entrevistas/adl-convida-os-portugueses-a-correr-contra-o-lupus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 07:54:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[adl]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Doentes com Lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado a 10 de maio, a 5.ª corrida solidária promovida pela Associação de Doentes com Lúpus (ADL), condicionada pelas restrições da pandemia, faz o seu caminho virtual até ao próximo dia 25. “Vamos correr com o lúpus” é o desafio da iniciativa e o pretexto para a conversa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-213963" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf-768x394.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado a 10 de maio, a 5.ª corrida solidária promovida pela Associação de Doentes com Lúpus (ADL), condicionada pelas restrições da pandemia, faz o seu caminho virtual até ao próximo dia 25. “Vamos correr com o lúpus” é o desafio da iniciativa e o pretexto para a conversa que a My Reumatologia manteve com a&nbsp;<strong>Dr.ª Rita Mendes</strong>, membro da direção da ADL. Assista ao vídeo.</p>
<p><span id="more-175"></span></p>
<p>“Ainda não sendo possível realizar uma corrida em que reunamos as pessoas em confraternização, desafiámos os doentes e quem o queira fazer de uma forma autónoma, a participar nesta prova que começou no dia 10 de maio e se estende até dia 25”, diz a responsável.</p>
<p>Neste contexto, a ADL está a incentivar doentes, familiares e amigos, a correr ou caminhar durante os 15 dias do evento, como “uma forma de envolver toda a comunidade no alerta e na sensibilização para a doença e procura de soluções, assim como para a existência da associação”.</p>
<p>A Dr.ª Rita Mendes acrescenta: “Como temos mais pessoas com necessidades financeiras, e porque também estamos a atravessar uma altura difícil, todo o valor do donativo da inscrição reverte para pedidos que nos têm chegado de doentes”, apoiando-os, assim, por exemplo, na compra de equipamentos relacionados com a sua terapêutica.</p>
<p>Durante o período em que decorre a prova, os participantes devem acumular o máximo número de quilómetros, caminhando ou correndo. No final, são encorajados a partilhar a distância e o tempo percorridos, com as classificações definidas de acordo com o número de quilómetros registados.</p>
<p>Além da corrida virtual, a ADL está também a organizar três sessões de esclarecimento aos doentes<em>,&nbsp;</em>as primeiras já realizadas no dia 10 e 17 de maio, acontecendo a seguinte hoje. dia 24, sempre às 19h00. Os&nbsp;<a href="https://www.facebook.com/associacao.de.doentes.com.lupus/posts/1971289646343870" target="_blank" rel="noopener"><em>webinars&nbsp;</em></a><a href="https://www.facebook.com/associacao.de.doentes.com.lupus/posts/1971289646343870"></a>contam com a presença de médicos de diversas especialidades, convidados a debater temas desde a vacinação contra a COVID-19, aos cuidados a ter com a alimentação e exercício físico.</p>
<p>Pode inscrever-se na corrida, assim como obter mais informações sobre a iniciativa,&nbsp;<a href="https://xistarca.pt/eventos/corrida-vamos-correr-com-o-lupus" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Bom dia do lúpus: Raquel e todos vós, doentes e famílias</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/opiniao/bom-dia-do-lupus-raquel-e-todos-vos-doentes-e-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 May 2021 09:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado hoje, dia 10 de maio, leia a opinião do&#160;Prof. Doutor Carlos Vasconcelos,&#160;médico da Unidade de Imunologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) e da consulta de Doenças Autoimunes do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), bem como professor universitário no Instituto de Ciências Biomédicas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado hoje, dia 10 de maio, leia a opinião do&nbsp;<strong>Prof. Doutor Carlos Vasconcelos</strong>,&nbsp;médico da Unidade de Imunologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) e da consulta de Doenças Autoimunes do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), bem como professor universitário no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS), sobre a patologia e o impacto da mesma no dia a dia dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemora-se hoje o Dia Mundial do Lúpus. Para a Maria, a Liliana, a Alice, o Ricardo, a Marlene, a Alexandra, a Raquel e tantos outros é mais um dia com a doença. Cada um tem uma história para contar sobre o fardo da doença nas suas vidas, ora mais suave, ora deveras pesado, um lúpus, um lupinhos ou um lupão. Carregam-no na casa, no emprego, nas aulas, nas férias, em todo o lado, todo o tempo, e as pessoas da casa às vezes até esquecem, os amigos talvez nem adivinhem e os colegas não sabem e pior&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Maria, andas mais preguiçosa nestes últimos tempos&#8230; Eles não sabem que mesmo quando a doença não aparece na face, é o cansaço, muito cansaço, que só é minorado com uma grande força interior. Os médicos preocupam-se muito, e bem,&nbsp; com os órgãos muito importantes, como o rim, mas até se esquecem, ou fingem que se esquecem, de nos falar do cansaço. Talvez não tenham, ainda, meios para nos acudir. Eu sei que já tive um cansaço enorme e foi vencido com o tratamento que fiz mas, há o outro cansaço; às vezes dizem que é fibromialgia. Vejo que os médicos ficam atrapalhados por não terem nomes para os nossos diferentes cansaços. Ah, se houvesse uma “Clínica do Cansaço” eficaz e honesta&#8230;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem havido novidades muito importantes na área dos medicamentos para o lúpus eritematoso sistémico (LES). Como sabem, há um lúpus que se manifesta apenas na pele enquanto, o LES pode atingir qualquer órgão. Após a aprovação do primeiro medicamento, há meia dúzia de anos, o mesmo foi agora aprovado para o atingimento renal do lúpus, enquanto outro aguarda aprovação e alguns estão em avaliação em ensaios clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabes , hoje o meu médico do lúpus propôs-me para participar num ensaio clínico e eu não sei que faça”, disse a Liliana para o seu amigo Carlos, um jovem médico. “Trouxe aqui uns papéis para ler mas continuo muito confusa. Fala em muitos riscos e a mim parece que me estão a querer fazer de cobaia, que dizes?” “Sabes os medicamentos não aparecem do acaso, é preciso muita investigação sobre as alterações no nosso corpo que levam à doença e depois mais investigação para criar moléculas que tentem corrigir&nbsp; o que está mal, depois mais investigação para ver o efeito em animais com doenças parecidas com as nossas e só depois alguns desses fármacos chegam aos ensaios clínicos nos humanos. E todo este processo é vigiado pelas autoridades competentes para minimizar os riscos. É o único caminho para termos novos medicamentos para o lúpus, não se podem inventar do nada. E riscos, Liliana, é o que vivemos todos os dias, não há vida sem riscos: mesmo atravessando na passadeira, com luz verde para o peão é possível, e tem acontecido, sermos atropelados&#8230;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro-me uma vez de um doente com um LES e com quem tinha uma grande empatia, condição essencial para o sucesso na luta contra a doença. Um dia abria ele já a porta da consulta para sair quando volta para trás e me pergunta “doutor, quando é que me cura?”. Não estava a ser agressivo ou irónico, simplesmente perguntava, como se perguntasse sobre a data da próxima consulta, e eu não caí porque estava sentado! Para mim era tão óbvio que não temos cura para o lúpus, assim como para a diabetes, a hipertensão&nbsp; e tantas e tantas outras doenças crónicas, que não me passava pela cabeça falar de cura aos meus doentes. Não os podia enganar. Então, atrasando irremediavalmente as consultas seguintes, convidei-o a sentar e expliquei-lhe como se fosse a primeira consulta o que podíamos esperar do lúpus e o que eu, a Medicina atual, lhe podia oferecer. Não a cura (mas será mesmo que não devemos pensar, ambicionar, sonhar? Não é o sonho que comanda a vida?!), mas o controlo da doença de tal forma que o doente possa viver uma vida normal em qualidade e com a mesma esperança de vida como qualquer outra pessoa sem lúpus. É isso que devemos lutar por alcançar, o médico (e todo o sistema de saúde) e o doente juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Oh pá”, dizia o Ricardo para a Maria, na Associação de Doentes com Lúpus, “Isto de ter uma doença de mulheres chateou-me bem quando me disseram pela primeira vez. Mas já estou bem, larguei devagarinho a cortisona e até estou a esquecer-me de tomar o plaquinol, é amargo que se farta!” “Olha, olha, cuidado Ricardo, o meu médico costuma dizer que o plaquinol é amargo, mas não fura o estômago, como alguns outros bem docinhos. E está sempre a dizer que o plaquinol é o nosso melhor seguro de saúde, porque acalma o lúpus e melhora a nossa qualidade de vida. Só temos de vigiar alguns efeitos que podem acontecer, como nos olhos. Por isso não pares de tomá-lo!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois, é verdade; alguns doentes lúpicos param a medicação sem indicação do médico e podem arranjar problemas sérios, evitáveis. Lembro a cortisona, que não pode ser parada de repente, o plaquinol e outros. Se não sabe sobre o assunto, peça ao médico ou à enfermeira/o da consulta de doenças autoimunes, de Reumatologia, ou Nefrologia, que lhe fale sobre isto e que lhe dê algum folheto sobre o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom dia do lúpus, Raquel e todos vós, doentes e famílias.</p>
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		<title>“Lupus &#038; You” é o novo programa educacional da LFA</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/lupus-you-e-o-novo-programa-educacional-da-lfa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 07:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[lfa]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Lupus Foundation of America (LFA) promove um novo programa educacional gratuito, destinado às pessoas com lúpus, familiares, cuidadores e entes próximos. “Lupus &#38; You: Answers. Advocacy. Action.” tem como objetivo apresentar os dados mais recentes sobre a doença, ao mesmo tempo que ensina a viver com esta patologia. Decorrendo de forma virtual devido à [&#8230;]</p>
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<p>A Lupus Foundation of America (LFA) promove um novo programa educacional gratuito, destinado às pessoas com lúpus, familiares, cuidadores e entes próximos. “Lupus &amp; You: Answers. Advocacy. Action.” tem como objetivo apresentar os dados mais recentes sobre a doença, ao mesmo tempo que ensina a viver com esta patologia.</p>
<p><span id="more-160"></span></p>
<p>Decorrendo de forma virtual devido à pandemia da COVID-19, os eventos pretendem chegar a todos os cantos dos Estados Unidos da América. Este ano, os grandes tópicos em cima da mesa prendem-se com a relação entre o lúpus e os rins (março), lúpus e o coração (junho), lúpus e a pele (setembro) e lúpus e o cérebro (dezembro).</p>
<p>A primeira sessão realizou-se no dia 30 de março, às 19h00, abordando a forma como o lúpus atinge os rins, os avanços no tratamento da nefrite lúpica e como debater as terapêuticas com o médico. O encontro foi também valorizado pela presença da mais velha fisiculturista do mundo, Ernestine Shepherd, que tem uma conexão pessoal com a doença.</p>
<p>Saiba mais <a href="https://www.lupus.org/resources/lupus-and-you" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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