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	<title>Esclerodermia Archives - My Reumatologia</title>
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		<title>A importância das associações de doentes: &#8220;Eu sou a minha paixão, não a minha doença!&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 08:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Esclerodermia]]></category>
		<category><![CDATA[Esclerodermia]]></category>
		<category><![CDATA[liga portuguesa contra as doenças reumaticas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do&nbsp;Dia Mundial da Esclerodermia, celebrado a 29 de junho, leia a opinião da&nbsp;Dr.ª Elsa Mateus, presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, sobre a importância das associações de doentes na partilha de conhecimento e de experiências para quem vive com uma doença crónica e, neste caso, reumática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumir a liderança de uma associação que representa pessoas com doença, num contexto em que a experiência de viver com a doença é fundamental na compreensão dos problemas e necessidades da comunidade que representamos, implicou, necessariamente, a exposição pública como “doente”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem vive com uma doença crónica conhece bem esse dilema: somos muito mais do que a doença que temos! É sempre difícil dosear o impacto negativo que a doença tem nas nossas vidas, com a mensagem positiva de que, apesar disso, é possível viver as nossas paixões, muitas vezes moldadas nesse diálogo entre os sonhos e as circunstâncias, entre as limitações e as precauções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No exercício das minhas funções, perguntaram-me um dia como era viver diariamente centrada na doença. Não soube responder, porque nunca encarei a situação dessa forma. Mais do que as doenças em si, preocupam-nos as pessoas e as suas paixões. A ação de uma associação como a Liga não se centra tanto na doença em si, mas nas diversas formas de reduzir o seu impacto na vida das pessoas por ela afetadas, advogando pelo acesso a cuidados de saúde e tratamentos, pela inclusão social e emprego, por proteção social na incapacidade, pelo bem-estar e qualidade de vida e, sobretudo, pelo acesso à informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o nosso papel, a nossa paixão. Apenas centrando as nossas ações no apoio, educação, sensibilização, advocacia, cooperação e investigação conseguiremos ajudar os doentes a serem compreendidos e a compreenderem-se a si próprios como pessoas com doença e com toda uma vida além disso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso e para isso, torna-se necessário mostrar aos outros que, apesar de termos uma doença reumática crónica, não é ela que nos define como pessoas. Apesar do impacto que tem, somos capazes de viver sem necessidade de compaixão, pela resiliência que adquirimos e que deve ser valorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Liga valorizamos a experiência de viver com a doença, transformando-a em apoio a outras pessoas diagnosticadas, em informação para alertar os decisores políticos para os problemas existentes, em contributos para uma investigação direcionada para as necessidades dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi essa uma das minhas aprendizagens, desde que me associei. A minha experiência de viver com a doença conta, é importante para os outros, para que saibam mais sobre a doença, sobre o impacto que pode ter e formas como o reduzir para podermos viver uma cidadania plena e as nossas paixões. É dentro deste espírito de partilha que, sendo uma associação que representa todas as doenças reumáticas, conseguimos compreender os problemas comuns e as especificidades de cada uma, como é o caso da esclerodermia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que aos olhos dos outros sejamos mais do que a doença que temos, precisamos de mostrar que somos muito mais do que a doença e que apesar das dificuldades que ela nos coloca, ou até mesmo por isso, somos capazes de viver diversas paixões e concretizações. O Núcleo de Esclerodermia da Liga muito nos inspira nesse sentido!</p>
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