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	<title>dia mundial do lúpus Archives - My Reumatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Reumatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças reumatológicas.</description>
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	<title>dia mundial do lúpus Archives - My Reumatologia</title>
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		<title>É necessário “acalmar a ansiedade das pessoas com lúpus e explicar que podem ter uma vida perfeitamente normal”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2021 08:04:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A My Reumatologia falou com a Prof.ª Doutora Helena Canhão, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), sobre o lúpus, doença autoimune e inflamatória crónica, que afeta, na grande maioria dos casos, mulheres em idade fértil. Leia a entrevista. “O facto de ser uma doença muito complexa e de se poder manifestar de várias formas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-213968" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/06/b262fcb3a88d76445a5d5d6ad933cf2d-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A My Reumatologia falou com a <strong>Prof.ª Doutora Helena Canhão</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), sobre o lúpus, doença autoimune e inflamatória crónica, que afeta, na grande maioria dos casos, mulheres em idade fértil. Leia a entrevista.</p>
<p><span id="more-180"></span></p>
<p>“O facto de ser uma doença muito complexa e de se poder manifestar de várias formas tem o desafio do tratamento, mas também tem o desafio do diagnóstico, porque, às vezes, a pessoa tem sintomas que não associamos ao lúpus, e só quando afeta o rim, por exemplo, é que se faz o diagnóstico”. É desta forma que a reumatologista descreve a gestão do lúpus: um desafio. Sendo uma doença autoimune e inflamatória crónica, os anticorpos produzidos pelo sistema imunitário acabam por lutar contra órgãos como o rim, a pele, e as articulações, causando lesões no rim, manchas na pele, e inflamação articular.</p>
<p>A especialista prossegue: “Quando são queixas sobretudo da pele e das articulações, nem sempre é fácil. Tem de se ter em conta todas as manifestações”.</p>
<p>Também o tratamento da patologia depende das suas manifestações, já que “quando uma pessoa é diagnosticada com lúpus tem de se ter cuidado, porque não quer dizer que vá ter uma doença muito grave”, relembra a presidente, adiantando que a doença pode ter expressões diferentes e afetar diferentes órgãos ao longo do tempo.</p>
<p>No entanto, o facto de a terapêutica implicar o uso de medicamentos que interferem com sistema imunitário tem diversas repercussões na vida dos doentes, na sua maioria mulheres em idade fértil. Uma delas é a questão de não ser aconselhado engravidar em caso de descompensação da doença, uma vez que o tratamento está associado a anticorpos que causam tromboses, particularmente na placenta, e que provocam abortos com mais facilidade. Os efeitos a nível cardiovascular são, também, outra preocupação, assim como a ansiedade de viver com a patologia.</p>
<p>De acordo com a responsável, é necessário “ensinar as pessoas a lidar com uma doença destas, porque, geralmente, surge de forma súbita em pessoas jovens, que não estão preparadas para a doença, e, de repente, veem-se com uma patologia que é potencialmente grave”. Assim, a Prof.ª Doutora Helena Canhão considera importante “acalmar a ansiedade das pessoas com lúpus e explicar-lhes que podem ter uma vida perfeitamente normal, mas têm de cumprir a terapêutica, que é fundamental para conseguirem viver bem e terem uma vida o mais normal possível”, alerta.&nbsp;</p>
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		<title>ADL convida os portugueses a correr contra o lúpus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 07:54:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[adl]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Doentes com Lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado a 10 de maio, a 5.ª corrida solidária promovida pela Associação de Doentes com Lúpus (ADL), condicionada pelas restrições da pandemia, faz o seu caminho virtual até ao próximo dia 25. “Vamos correr com o lúpus” é o desafio da iniciativa e o pretexto para a conversa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class=" size-full wp-image-213963" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/05/2722f6bcd13027c06fe9d3b0e6f955cf-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado a 10 de maio, a 5.ª corrida solidária promovida pela Associação de Doentes com Lúpus (ADL), condicionada pelas restrições da pandemia, faz o seu caminho virtual até ao próximo dia 25. “Vamos correr com o lúpus” é o desafio da iniciativa e o pretexto para a conversa que a My Reumatologia manteve com a&nbsp;<strong>Dr.ª Rita Mendes</strong>, membro da direção da ADL. Assista ao vídeo.</p>
<p><span id="more-175"></span></p>
<p>“Ainda não sendo possível realizar uma corrida em que reunamos as pessoas em confraternização, desafiámos os doentes e quem o queira fazer de uma forma autónoma, a participar nesta prova que começou no dia 10 de maio e se estende até dia 25”, diz a responsável.</p>
<p>Neste contexto, a ADL está a incentivar doentes, familiares e amigos, a correr ou caminhar durante os 15 dias do evento, como “uma forma de envolver toda a comunidade no alerta e na sensibilização para a doença e procura de soluções, assim como para a existência da associação”.</p>
<p>A Dr.ª Rita Mendes acrescenta: “Como temos mais pessoas com necessidades financeiras, e porque também estamos a atravessar uma altura difícil, todo o valor do donativo da inscrição reverte para pedidos que nos têm chegado de doentes”, apoiando-os, assim, por exemplo, na compra de equipamentos relacionados com a sua terapêutica.</p>
<p>Durante o período em que decorre a prova, os participantes devem acumular o máximo número de quilómetros, caminhando ou correndo. No final, são encorajados a partilhar a distância e o tempo percorridos, com as classificações definidas de acordo com o número de quilómetros registados.</p>
<p>Além da corrida virtual, a ADL está também a organizar três sessões de esclarecimento aos doentes<em>,&nbsp;</em>as primeiras já realizadas no dia 10 e 17 de maio, acontecendo a seguinte hoje. dia 24, sempre às 19h00. Os&nbsp;<a href="https://www.facebook.com/associacao.de.doentes.com.lupus/posts/1971289646343870" target="_blank" rel="noopener"><em>webinars&nbsp;</em></a><a href="https://www.facebook.com/associacao.de.doentes.com.lupus/posts/1971289646343870"></a>contam com a presença de médicos de diversas especialidades, convidados a debater temas desde a vacinação contra a COVID-19, aos cuidados a ter com a alimentação e exercício físico.</p>
<p>Pode inscrever-se na corrida, assim como obter mais informações sobre a iniciativa,&nbsp;<a href="https://xistarca.pt/eventos/corrida-vamos-correr-com-o-lupus" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Bom dia do lúpus: Raquel e todos vós, doentes e famílias</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/opiniao/bom-dia-do-lupus-raquel-e-todos-vos-doentes-e-familias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 May 2021 09:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial do lúpus]]></category>
		<category><![CDATA[lúpus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado hoje, dia 10 de maio, leia a opinião do&#160;Prof. Doutor Carlos Vasconcelos,&#160;médico da Unidade de Imunologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) e da consulta de Doenças Autoimunes do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), bem como professor universitário no Instituto de Ciências Biomédicas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A propósito do Dia Mundial do Lúpus, assinalado hoje, dia 10 de maio, leia a opinião do&nbsp;<strong>Prof. Doutor Carlos Vasconcelos</strong>,&nbsp;médico da Unidade de Imunologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) e da consulta de Doenças Autoimunes do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), bem como professor universitário no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS), sobre a patologia e o impacto da mesma no dia a dia dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemora-se hoje o Dia Mundial do Lúpus. Para a Maria, a Liliana, a Alice, o Ricardo, a Marlene, a Alexandra, a Raquel e tantos outros é mais um dia com a doença. Cada um tem uma história para contar sobre o fardo da doença nas suas vidas, ora mais suave, ora deveras pesado, um lúpus, um lupinhos ou um lupão. Carregam-no na casa, no emprego, nas aulas, nas férias, em todo o lado, todo o tempo, e as pessoas da casa às vezes até esquecem, os amigos talvez nem adivinhem e os colegas não sabem e pior&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Maria, andas mais preguiçosa nestes últimos tempos&#8230; Eles não sabem que mesmo quando a doença não aparece na face, é o cansaço, muito cansaço, que só é minorado com uma grande força interior. Os médicos preocupam-se muito, e bem,&nbsp; com os órgãos muito importantes, como o rim, mas até se esquecem, ou fingem que se esquecem, de nos falar do cansaço. Talvez não tenham, ainda, meios para nos acudir. Eu sei que já tive um cansaço enorme e foi vencido com o tratamento que fiz mas, há o outro cansaço; às vezes dizem que é fibromialgia. Vejo que os médicos ficam atrapalhados por não terem nomes para os nossos diferentes cansaços. Ah, se houvesse uma “Clínica do Cansaço” eficaz e honesta&#8230;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem havido novidades muito importantes na área dos medicamentos para o lúpus eritematoso sistémico (LES). Como sabem, há um lúpus que se manifesta apenas na pele enquanto, o LES pode atingir qualquer órgão. Após a aprovação do primeiro medicamento, há meia dúzia de anos, o mesmo foi agora aprovado para o atingimento renal do lúpus, enquanto outro aguarda aprovação e alguns estão em avaliação em ensaios clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabes , hoje o meu médico do lúpus propôs-me para participar num ensaio clínico e eu não sei que faça”, disse a Liliana para o seu amigo Carlos, um jovem médico. “Trouxe aqui uns papéis para ler mas continuo muito confusa. Fala em muitos riscos e a mim parece que me estão a querer fazer de cobaia, que dizes?” “Sabes os medicamentos não aparecem do acaso, é preciso muita investigação sobre as alterações no nosso corpo que levam à doença e depois mais investigação para criar moléculas que tentem corrigir&nbsp; o que está mal, depois mais investigação para ver o efeito em animais com doenças parecidas com as nossas e só depois alguns desses fármacos chegam aos ensaios clínicos nos humanos. E todo este processo é vigiado pelas autoridades competentes para minimizar os riscos. É o único caminho para termos novos medicamentos para o lúpus, não se podem inventar do nada. E riscos, Liliana, é o que vivemos todos os dias, não há vida sem riscos: mesmo atravessando na passadeira, com luz verde para o peão é possível, e tem acontecido, sermos atropelados&#8230;”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro-me uma vez de um doente com um LES e com quem tinha uma grande empatia, condição essencial para o sucesso na luta contra a doença. Um dia abria ele já a porta da consulta para sair quando volta para trás e me pergunta “doutor, quando é que me cura?”. Não estava a ser agressivo ou irónico, simplesmente perguntava, como se perguntasse sobre a data da próxima consulta, e eu não caí porque estava sentado! Para mim era tão óbvio que não temos cura para o lúpus, assim como para a diabetes, a hipertensão&nbsp; e tantas e tantas outras doenças crónicas, que não me passava pela cabeça falar de cura aos meus doentes. Não os podia enganar. Então, atrasando irremediavalmente as consultas seguintes, convidei-o a sentar e expliquei-lhe como se fosse a primeira consulta o que podíamos esperar do lúpus e o que eu, a Medicina atual, lhe podia oferecer. Não a cura (mas será mesmo que não devemos pensar, ambicionar, sonhar? Não é o sonho que comanda a vida?!), mas o controlo da doença de tal forma que o doente possa viver uma vida normal em qualidade e com a mesma esperança de vida como qualquer outra pessoa sem lúpus. É isso que devemos lutar por alcançar, o médico (e todo o sistema de saúde) e o doente juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Oh pá”, dizia o Ricardo para a Maria, na Associação de Doentes com Lúpus, “Isto de ter uma doença de mulheres chateou-me bem quando me disseram pela primeira vez. Mas já estou bem, larguei devagarinho a cortisona e até estou a esquecer-me de tomar o plaquinol, é amargo que se farta!” “Olha, olha, cuidado Ricardo, o meu médico costuma dizer que o plaquinol é amargo, mas não fura o estômago, como alguns outros bem docinhos. E está sempre a dizer que o plaquinol é o nosso melhor seguro de saúde, porque acalma o lúpus e melhora a nossa qualidade de vida. Só temos de vigiar alguns efeitos que podem acontecer, como nos olhos. Por isso não pares de tomá-lo!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois, é verdade; alguns doentes lúpicos param a medicação sem indicação do médico e podem arranjar problemas sérios, evitáveis. Lembro a cortisona, que não pode ser parada de repente, o plaquinol e outros. Se não sabe sobre o assunto, peça ao médico ou à enfermeira/o da consulta de doenças autoimunes, de Reumatologia, ou Nefrologia, que lhe fale sobre isto e que lhe dê algum folheto sobre o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom dia do lúpus, Raquel e todos vós, doentes e famílias.</p>
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