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	<title>ar Archives - My Reumatologia</title>
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		<title>O impacto da artrite reumatoide na qualidade de vida dos doentes</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/opiniao/o-impacto-da-artrite-reumatoide-na-qualidade-de-vida-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 07:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[ar]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite Reumatoide]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a opinião do Dr. Luís Cunha Miranda, do Instituto Português de Reumatologia, que, a propósito do Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatoide, assinalado no dia 5 de abril, explica como a patologia afeta a qualidade de vida dos doentes. A artrite reumatoide (AR) é uma das mais de 200 doenças reumáticas e músculo-esqueléticas; [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Conheça a opinião do <strong>Dr. Luís Cunha Miranda</strong>, do Instituto Português de Reumatologia, que, a propósito do Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatoide, assinalado no dia 5 de abril, explica como a patologia afeta a qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A artrite reumatoide (AR) é uma das mais de 200 doenças reumáticas e músculo-esqueléticas; todas elas diferentes, mas todas elas com um tremendo impacto na vida de mais de 50% dos portugueses. De facto, mais de metade da população adulta portuguesa sofre de pelo menos uma doença reumática. De comum a todas elas a incapacidade que provocam ou podem provocar, e a presença de dores e alterações músculo-esqueléticas, com limitação na capacidade de mobilização ou de utilização das articulações e músculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AR atinge em Portugal quatro vezes mais a mulher que o homem, e, como tal, devemos estar atentos às queixas articulares, nomeadamente se não tiverem uma causa identificável ou se perdurarem por semanas ou meses. De característico, a AR atinge múltiplas articulações, nomeadamente as pequenas articulações das mãos e pés, mas pode envolver muitas outras articulações. Como doença reumática sistémica, pode envolver para além do sistema músculo-esquelético outros órgãos, como o pulmão, o coração, os olhos, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na AR, as dores são de características inflamatórias, o que quer dizer que são mais de manhã ou ao final da noite, melhorando ao longo do dia, associando-se a uma sensação de rigidez ou de “ferrugem” das articulações, que estão perras ou de difícil mobilização pela manhã, prolongando-se essa rigidez por mais de 30 minutos. Muitas das vezes, essa rigidez prolonga-se por horas, levando muitos doentes a levantar-se algum tempo antes, para poderem funcionar melhor quando chegam ao trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como muitas das doenças reumáticas, a artrite reumatoide tem a capacidade de uma forma abrupta interferir com todas as áreas da vida, limitado a capacidade de trabalho, da relação com os outros, e com a família. A limitação em diversas articulações e inflamação e a variabilidade, quer das articulações, quer da intensidade da dor, quer diminuição da força e da função das articulações implica, quer com as pequenas tarefas, quer com a capacidade de andar ou mexer-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, esta é uma doença da Reumatologia, dos reumatologistas, e da esperança, pois, nos últimos anos, a capacidade que existe em devolver aos doentes a sua capacidade de vida tem sido a maior transformação que podemos fazer. Um diagnóstico precoce, um acompanhamento pelo especialista em Reumatologia, um plano conjunto e as medicações adaptadas podem devolver a um doente se não a totalidade, pelo menos a quase totalidade da sua vida. E é de vida que falamos, da capacidade de tomar conta de si e dos seus filhos, de poder ir trabalhar e de estar disponível para tal, de poder dormir e descansar, de andar sem dores, ou de poder voltar a fazer o que todos nós queremos fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico precoce passa pelo doente entender que uma dor que envolva uma ou mais articulações, que não tenha uma causa aparente e que se prolongue de dias para semanas, deve ser investigada. Mais ainda, se tiver articulações inchadas (com edema calor e vermelhidão) e se atingir diversas articulações, deve sempre fazer procurar ajuda do médico de família ou de um reumatologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, deverá ser na ligação entre o reumatologista e na força dessa relação que uma estratégia para se atingir o diagnóstico, inicialmente e posteriormente, num plano terapêutico, que incluirá o exercício a dieta o parar de fumar, mas também diversas armas terapêuticas, que hoje temos para disponibilizar aos doentes. Ao contrário de há 10 ou 15 anos, hoje temos muitas opções para atingir objetivos ambiciosos de obter a remissão ou a baixa atividade da doença. Medicamentos biológicos ou biotecnológicos ou os mais recentes inibidores do JAK podem, caso se falhe medicamentos mais simples, fazer uma extraordinária diferença na vida, mesmo de casos mais graves de AR. Tal significa termos um quadro clínico que, apesar de crónico, e, portanto, para toda a vida, possa devolver a vida o mais plena possível ao doente, com o menor impacto possível da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tal, temos de lutar por uma boa ligação entre o doente, o médico de família e a Reumatologia. Essa articulação é fundamental nos resultados obtidos e na forma de evolução dos doentes ao longo da sua vida com a doença. Não podemos ter “gato por lebre”, e os doentes devem exigir o acesso ao reumatologista para as doenças reumáticas graves e incapacitantes, e não serem enviados para consultas hospitalares de não especialistas em Reumatologia, que, fazendo por certo o melhor possível, não são verdadeiros especialistas em Reumatologia, e, portanto, sem a formação específica para poderem seguir doentes graves com patologia reumática. O SNS tem tratado os doentes reumáticos e a Reumatologia como não sendo essenciais e, apesar de haver capacidade e especialistas para tal, mais de metade dos hospitais do SNS não têm, quase todos por opção própria, a especialidade de Reumatologia. Isso deve-se a falta de planeamento, falta de visão estratégica, mas igualmente porque socialmente as doenças reumáticas são consideradas doenças de velhos, que claramente não são, e que a dor e a limitação é aceitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada mais falso que isso; as doenças reumáticas têm um impacto social importante. com mais de mil milhões de euros anuais em baixas e reformas antecipadas. Para o doente, nunca nos devemos resignar a ser infelizes e com dores, sem saber realmente se existe causa, mas igualmente solução para as nossas dores e incapacidades. O futuro de cada um dos doentes com AR depende de diversas variáveis, mas fundamentalmente no diagnóstico precoce e num acompanhamento pela Reumatologia. Hoje em dia, só mesmo casos muito difíceis de AR, que felizmente são cada vez mais raros, é que não poderão ter uma vida, embora com limitação e com a doença, cada vez mais próxima do normal.</p>
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		<title>Inibição potente e seletiva de tirosina quinase 2 por oligonucleótidos antissenso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniela Filipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 07:05:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[ar]]></category>
		<category><![CDATA[Artrite Reumatoide]]></category>
		<category><![CDATA[inibidores jak]]></category>
		<category><![CDATA[oligonucleótidos antissenso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tirosina quinase 2 (TYK2) é um membro da família JAK de tirosinas quinase não-recetores, juntamente com JAK1, JAK2 e JAK3. Estes são importantes mediadores da sinalização de muitas citoquinas pro-inflamatórias e representam alvos farmacológicos para doenças autoimunes e inflamatórias. Inibidores gerais da família JAK são utilizados para o tratamento de artrite reumatoide e colite ulcerativa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-213954" src="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/04/ee68a9df1200997b07be8fb0bbdb9f29.jpg" alt="" width="780" height="400" srcset="https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/04/ee68a9df1200997b07be8fb0bbdb9f29.jpg 780w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/04/ee68a9df1200997b07be8fb0bbdb9f29-300x154.jpg 300w, https://myreumatologia.pt/wp-content/uploads/2021/04/ee68a9df1200997b07be8fb0bbdb9f29-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 780px) 100vw, 780px" /></p>
<p>Tirosina quinase 2 (TYK2) é um membro da família JAK de tirosinas quinase não-recetores, juntamente com JAK1, JAK2 e JAK3. Estes são importantes mediadores da sinalização de muitas citoquinas pro-inflamatórias e representam alvos farmacológicos para doenças autoimunes e inflamatórias. Inibidores gerais da família JAK são utilizados para o tratamento de artrite reumatoide e colite ulcerativa, mas a sua seletividade limitada para os diferentes membros da família JAK leva a efeitos adversos indesejáveis, o que levou à procura de inibidores específicos. TYK2 emergiu recentemente como alvo terapêutico para o tratamento de doenças autoimunes e COVID-19 severa. Num artigo recentemente publicado na revista <em>ImmunoHorizons</em> os autores investigaram inibição seletiva de TYK2 através do desenvolvimento de oligonucleótidos antissenso (ASOs) contra o RNA mensageiro de TYK2.</p>
<p><span id="more-166"></span></p>
<p>Duzentos ASOs potencialmente eficazes contra TYK2 foram testados numa linha celular modelo de linfócitos T. Cinco ASOs demonstraram uma clara resposta dependente da dose na redução de RNA mensageiro para TYK2. Um destes, ASO-1, foi testado num painel de linhas celulares humanas modelo, demonstrando redução potente e seletiva dos níveis de RNA mensageiro e proteína de TYK2, sem reduções dos mesmos para outros membros da família JAK. Tratamento com ASO-1 levou também à inibição das vias de sinalização das citoquinas mediadas por TYK2, incluindo IFN-α e IL-12, cujas sinalizações aberrantes estão implicadas na patogénese de várias doenças autoimunes.</p>
<p>Os ASOs induzem a degradação de RNA pela RNase H, o que é completamente diferente de outros inibidores de JAK, que atuam através da ligação direta ao sítio catalítico/alostérico da proteína TYK2. A <em>Nanyang Technological University</em>, onde os investigadores trabalham, registou uma patente para os ASOs de TYK2.</p>
<p>Os resultados deste <a href="https://www.immunohorizons.org/content/5/2/70" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> estabeleceram os ASOs de TYK2 como uma ferramenta investigacional e potencial agente terapêutico para o tratamento de doenças autoimunes e COVID-19 severa.</p>
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