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	<title>Atualidade Archives - My Reumatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Reumatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças reumatológicas.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 15:33:54 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Reumatologia</title>
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	<item>
		<title>Desigualdades económicas moldam tratamento farmacológico das doenças reumáticas na Europa</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/desigualdades-economicas-moldam-tratamento-farmacologico-das-doencas-reumaticas-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo europeu publicado no Annals of the Rheumatic Diseases evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial. A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo europeu publicado no <em>Annals of the Rheumatic Diseases</em> evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, analisou dados longitudinais de 38.911 doentes provenientes de 13 países europeus, incluídos na rede europeia de investigação em espondiloartrite. Destes, 17.296 apresentavam artrite psoriática e 21.615 espondiloartrite axial, todos a iniciar terapêutica com fármacos antirreumáticos modificadores da doença biológicos ou sintéticos direcionados (b/tsDMARD) entre 2015 e 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a retenção destes fármacos foi significativamente inferior em países com maior produto interno bruto (PIB) per capita, comparativamente a países com níveis médios ou baixos, aos 6, 12 e 24 meses de tratamento. Esta associação manteve-se consistente tanto em homens como em mulheres e ao longo das diferentes linhas terapêuticas, sugerindo uma tendência para interrupção mais precoce do tratamento em contextos económicos mais favorecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma consistente, todos os indicadores socioeconómicos analisados, incluindo PIB, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), rendimento nacional bruto e despesa em saúde, apontaram para uma relação entre maior riqueza e menor duração do primeiro b/tsDMARD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, ao nível da atividade da doença no início do tratamento, verificou-se o padrão inverso, ou seja, os doentes em países com menor PIB apresentavam, de forma geral, maior gravidade clínica no momento de início do primeiro ou segundo b/tsDMARD, sobretudo nos casos de artrite psoriática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que existem desigualdades relevantes na abordagem terapêutica destas doenças inflamatórias crónicas, influenciadas pelo contexto socioeconómico dos países. Estes dados sublinham a necessidade de maior atenção por parte de clínicos e decisores de saúde, nomeadamente no que respeita à descontinuação precoce de terapêuticas em países mais ricos e ao início tardio do tratamento, frequentemente associado a maior atividade da doença, em países com menos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42443018/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Tabagismo materno e pessoal aumenta risco de osteoartrose</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/tabagismo-materno-e-pessoal-aumenta-risco-de-osteoartrose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo baseado em dados do UK Biobank demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos. A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo baseado em dados do <em>UK Biobank</em> demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), todos sem diagnóstico de osteoartrose no início do estudo. Cerca de 29,9% reportaram exposição ao tabagismo materno no período perinatal, enquanto 24,3% eram ex-fumadores e 9,5% fumadores atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do período de seguimento, verificou-se a ocorrência de osteoartrose em múltiplas localizações: 5,8% dos participantes desenvolveram OA do joelho, 3,8% da anca, 2,1% da mão e 16,5% apresentaram osteoartrose global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam que tanto o tabagismo materno como o pessoal estão positivamente associados ao risco de OA em todas as localizações analisadas. O risco relativo variou entre 1,08-1,23 para exposição materna e entre 1,18-1,40 para tabagismo pessoal. Além disso, foi observada uma relação dose-dependente entre a carga tabágica (maços-ano) e o risco de osteoartrose, reforçando a plausibilidade biológica desta associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa destacar que a suscetibilidade genética, avaliada através de <em>score </em>de risco poligénico, não alterou de forma significativa estas associações, sugerindo que o impacto do tabagismo no desenvolvimento de osteoartrose é consistente, independentemente do risco genético individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes achados reforçam o papel do tabagismo como um fator de risco modificável para a osteoartrose, sublinhando a importância de estratégias de prevenção primária, particularmente dirigidas à cessação tabágica e à proteção da exposição precoce durante a gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://acrjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/acr.80064" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto RheumaFacts: EULAR demonstra disparidades nos cuidados reumatológicos na Europa</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/projeto-rheumafacts-eular-demonstra-disparidades-nos-cuidados-reumatologicos-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR) lançou o projeto RheumaFacts, uma iniciativa destinada a monitorizar e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde nesta área. Os primeiros resultados evidenciam desigualdades marcadas no acesso e na qualidade da assistência prestada a pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas (DRM) na Europa. Com início em 2024, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A<em> European Alliance of Associations for Rheumatology</em> (EULAR) lançou o projeto <em>RheumaFacts</em>, uma iniciativa destinada a monitorizar e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde nesta área. Os primeiros resultados evidenciam desigualdades marcadas no acesso e na qualidade da assistência prestada a pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas (DRM) na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com início em 2024, esta primeira edição do <em>RheumaFacts</em> analisou dados de 36 dos 40 países membros da EULAR, combinando informação recolhida junto das sociedades nacionais de reumatologia com dados demográficos e económicos provenientes de bases internacionais, como a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam uma grande variabilidade na capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A densidade de reumatologistas, por exemplo, varia entre 0,8 e 6,6 por 100.000 habitantes, com uma mediana de 2,9, refletindo desigualdades relevantes no acesso a especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também o acesso a cuidados não farmacológicos permanece limitado em muitos países. Embora a fisioterapia seja comparticipada em 72% dos países analisados, o apoio psicológico está disponível em apenas 39%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito ao tratamento farmacológico, o estudo mostra que, apesar de 94% dos países disponibilizarem todos os fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) sintéticos convencionais, persistem lacunas no acesso a terapêuticas mais avançadas. Apenas 34% dos países têm acesso a todos os DMARDs biológicos e cerca de metade (51%) disponibiliza todos os DMARDs sintéticos direcionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados sublinham desigualdades transnacionais importantes, tanto ao nível dos recursos humanos como do financiamento e acesso aos cuidados. Segundo os autores, o <em>RheumaFacts</em> constitui a primeira base harmonizada para monitorizar estas disparidades, permitindo à EULAR e às sociedades científicas nacionais acompanhar a evolução dos indicadores e apoiar decisões políticas que promovam melhores cuidados e qualidade de vida para as pessoas com DRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003496726003432?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Artrite psoriásica em Portugal: 3,7% dos doentes têm doença de difícil tratamento</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/artrite-psoriasica-em-portugal-37-dos-doentes-tem-doenca-de-dificil-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:49:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional baseado em dados do Registo Português de Doenças Reumáticas (Reuma.pt) concluiu que entre 0,9% e 3,7% dos doentes com artrite psoriásica apresentam uma forma de difícil tratamento, evidenciando a necessidade de estratégias terapêuticas mais eficazes e personalizadas. A investigação analisou 1873 doentes e utilizou duas definições distintas para classificar a artrite psoriásica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional baseado em dados do Registo Português de Doenças Reumáticas (Reuma.pt) concluiu que entre 0,9% e 3,7% dos doentes com artrite psoriásica apresentam uma forma de difícil tratamento, evidenciando a necessidade de estratégias terapêuticas mais eficazes e personalizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou 1873 doentes e utilizou duas definições distintas para classificar a artrite psoriásica de difícil tratamento (APs D2T). De acordo com os critérios adotados, 3,7% dos doentes foram classificados como D2T na definição mais abrangente (falha de dois ou mais fármacos biológicos ou sintéticos dirigidos com mecanismos diferentes), enquanto apenas 0,9% preencheram critérios mais restritivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que os doentes com APs de difícil tratamento tendem a desenvolver sintomas mais cedo, com início médio aos 37,5 anos, comparativamente com 41,4 anos nos restantes casos. Também o diagnóstico ocorre mais precocemente. Estes doentes apresentam ainda maior probabilidade de ter envolvimento poliarticular, entesite e diagnóstico de depressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado relevante é a maior atividade da doença logo nas fases iniciais do tratamento. Os doentes que evoluíram para formas mais difíceis apresentavam, desde cedo, um maior número de articulações dolorosas e edemaciadas, bem como pontuações mais elevadas no índice DAPSA, indicador da atividade da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais preditores identificados para a necessidade de múltiplas linhas terapêuticas destacam-se o fenótipo poliarticular, o número de articulações edemaciadas no início do seguimento e a duração do tratamento com o primeiro fármaco biológico ou sintético dirigido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estes doentes apresentam não só maior atividade inflamatória, como também taxas mais elevadas de descontinuação terapêutica, reforçando o desafio clínico que representam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo contribui para uma melhor caracterização da artrite psoriásica de difícil tratamento em Portugal e poderá ajudar a identificar precocemente os doentes com maior risco, permitindo uma abordagem terapêutica mais dirigida e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40714189/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myreumatologia.pt/atualidade/artrite-psoriasica-em-portugal-37-dos-doentes-tem-doenca-de-dificil-tratamento/">Artrite psoriásica em Portugal: 3,7% dos doentes têm doença de difícil tratamento</a> appeared first on <a href="https://myreumatologia.pt">My Reumatologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo nacional alerta que adultos com artrite idiopática juvenil apresentam elevada carga de comorbilidades</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/estudo-nacional-alerta-que-adultos-com-artrite-idiopatica-juvenil-apresentam-elevada-carga-de-comorbilidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 07:47:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional baseado em dados do Reuma.pt demonstra que adultos com artrite idiopática juvenil (AIJ) de longa duração apresentam uma carga significativa de comorbilidades, com destaque para a hipertensão, as doenças psiquiátricas e a osteoporose. A investigação, que analisou uma coorte de 748 doentes, maioritariamente do sexo feminino (65,6%), com uma idade mediana de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional baseado em dados do Reuma.pt demonstra que adultos com artrite idiopática juvenil (AIJ) de longa duração apresentam uma carga significativa de comorbilidades, com destaque para a hipertensão, as doenças psiquiátricas e a osteoporose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, que analisou uma coorte de 748 doentes, maioritariamente do sexo feminino (65,6%), com uma idade mediana de 27,7 anos e uma duração mediana da doença de 20,6 anos, teve como objetivo caracterizar a prevalência e incidência de comorbilidades nesta população, ainda pouco estudada na idade adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os subtipos de AIJ, a forma oligoarticular foi a mais frequente, representando 29,9% dos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que as doenças autoimunes apresentaram a maior taxa de incidência, com 7,1 novos casos por 1.000 pessoas-ano. Seguiram-se a hipertensão, com 5,1/1.000 pessoas-ano, e as doenças psiquiátricas, com 4,0/1.000 pessoas-ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à prevalência, a hipertensão destacou-se como a comorbilidade mais comum, afetando 9% dos doentes. As doenças psiquiátricas surgem em segundo lugar (8%), seguidas pela osteoporose (5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos achados mais relevantes do estudo prende-se com o impacto da terapêutica. O uso de fármacos biológicos esteve associado a uma redução significativa do risco de doença psiquiátrica (OR= 0,38; p=0,03).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, não foi encontrada qualquer associação significativa entre este tipo de terapêutica e o risco de malignidade ou infeções, um dado importante no contexto da segurança destes tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os doentes com AIJ de longa duração desenvolvem frequentemente comorbilidades ao longo da vida adulta, sublinhando a importância de um acompanhamento clínico contínuo e multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao <em>papper </em><a href="https://www.clinexprheumatol.org/abstract.asp?a=23365" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Osteoartrite da anca: ácido hialurónico de alto peso molecular sem vantagem clínica face a outras terapias</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/osteoartrite-da-anca-acido-hialuronico-de-alto-peso-molecular-sem-vantagem-clinica-face-a-outras-terapias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:08:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma investigação realizada no Brasil avaliou a eficácia do ácido hialurónico (AH) de alto peso molecular no tratamento da osteoartrite da anca, comparando-o com outras opções terapêuticas como corticosteroides, plasma rico em plaquetas, solução salina e ácido hialurónico de baixo peso molecular. Foram incluídos quatro ensaios clínicos randomizados, envolvendo um total de 823 doentes com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma investigação realizada no Brasil avaliou a eficácia do ácido hialurónico (AH) de alto peso molecular no tratamento da osteoartrite da anca, comparando-o com outras opções terapêuticas como corticosteroides, plasma rico em plaquetas, solução salina e ácido hialurónico de baixo peso molecular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos quatro ensaios clínicos randomizados, envolvendo um total de 823 doentes com osteoartrite da anca, dos quais 408 (49,5%) receberam tratamento com AH. A idade média dos participantes foi de 60,1 ± 10,21 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados não demonstraram diferenças estatisticamente significativas entre o AH e as restantes terapêuticas avaliadas. No que diz respeito à dor, não se observaram melhorias relevantes (DMP −0,30; IC 95% −1,60 a 0,99). Também não foram identificadas diferenças significativas no índice de Lequesne, no score total WOMAC, nem nas subescalas de rigidez e função física. A autoavaliação global dos doentes manteve-se igualmente sem diferenças relevantes entre grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante estes dados, os autores concluem que o ácido hialurónico de alto peso molecular não demonstra superioridade face a outras intervenções no alívio da dor ou na melhoria funcional em doentes com osteoartrite da anca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, é salientada a necessidade de mais ensaios clínicos randomizados, com maior qualidade metodológica e dimensão amostral, para clarificar o papel desta terapêutica no contexto da osteoartrite da anca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda aos resultados do consenso <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13102536/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Redução da perda visual na arterite de células gigantes com fast-track clinics</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/reducao-da-perda-visual-na-arterite-de-celulas-gigantes-com-fast-track-clinics/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma meta-análise publicada no Journal of Clinical Rheumatology sugere que a implementação de fast-track clinics pode melhorar significativamente os resultados visuais em doentes com arterite de células gigantes (ACG). O estudo resulta de uma colaboração entre o Serviço de Reumatologia da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, no Porto, Portugal, e a Unidade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma meta-análise publicada no <em>Journal of Clinical Rheumatology</em> sugere que a implementação de <em>fast-track clinics </em>pode melhorar significativamente os resultados visuais em doentes com arterite de células gigantes (ACG). O estudo resulta de uma colaboração entre o Serviço de Reumatologia da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, no Porto, Portugal, e a Unidade de Reumatologia do Complejo Hospitalario de Santiago de Compostela, em Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 348 doentes e os resultados demonstram que a implementação de <em>fast-track clinics </em>esteve associada a uma redução significativa da perda permanente de visão, observada em 8,09% dos doentes no grupo de atendimento rápido face a 24,57% no grupo convencional. Também se verificou uma diminuição dos distúrbios visuais, com uma incidência de 20,23% no grupo de intervenção contra 32,57% no grupo de prática convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, o estudo observou uma menor proporção de realização de biópsia da artéria temporal no grupo de <em>fast-track clinics</em> (47,40% vs. 65,14%), embora sem significância estatística. O tempo até ao diagnóstico foi ligeiramente inferior no grupo de <em>fast-track clinics</em> (57,6 vs. 58,3 dias), sem diferença estatisticamente relevante. A análise estatística, que incluiu modelos de efeitos aleatórios, odds ratios agrupados e avaliação de viés de publicação, reforça a consistência global dos resultados, apesar da heterogeneidade dos estudos incluídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores destacam que o principal benefício de <em>fast-track clinics</em> parece residir na agilização da avaliação clínica e na redução do risco de complicações visuais graves, sublinhando o potencial deste modelo organizacional na melhoria do prognóstico da ACG. Ainda assim, defendem a necessidade de estudos prospetivos adicionais para validar estes achados e consolidar a sua implementação na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41524215/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Consenso internacional propõe novos critérios para avaliar resposta ao tratamento na arterite de células gigantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 09:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um grupo internacional de especialistas e doentes desenvolveu um conjunto de critérios padronizados de resposta terapêutica na arterite de células gigantes (ACG), uma área em que ainda não existem ferramentas consensuais amplamente validadas. O processo envolveu um consenso de Delphi online em quatro rondas, no qual participaram 187 médicos e 85 doentes de 38 países, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um grupo internacional de especialistas e doentes desenvolveu um conjunto de critérios padronizados de resposta terapêutica na arterite de células gigantes (ACG), uma área em que ainda não existem ferramentas consensuais amplamente validadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo envolveu um consenso de Delphi online em quatro rondas, no qual participaram 187 médicos e 85 doentes de 38 países, incluindo especialistas com experiência no diagnóstico e tratamento da doença e pessoas com ACG. Os participantes avaliaram a importância de 51 critérios previamente identificados numa revisão sistemática da literatura, agrupados em seis domínios clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada critério foi pontuado numa escala de 1 (importância mínima) a 9 (importância máxima), sendo considerados de importância crítica aqueles que obtiveram pontuação entre 7 e 9 por pelo menos 70% dos médicos e 70% dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase final, os participantes selecionaram os 10 critérios mais relevantes, seguidos de uma reunião de um grupo de trabalho internacional com 32 membros, que analisou os resultados e definiu os critérios finais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os sintomas mais valorizados por doentes e médicos destacaram-se a cefaleia, a amaurose fugaz (episódios transitórios de perda de visão) e a claudicação da mandíbula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, 24 critérios foram classificados como de importância crítica, embora apenas 12 tenham sido selecionados para a fase seguinte do projeto de desenvolvimento dos critérios de resposta ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que este consenso representa um passo importante para uniformizar a avaliação da resposta terapêutica na arterite de células gigantes, contribuindo para ensaios clínicos mais consistentes e para uma melhor monitorização dos doentes na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o consenso completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41985413/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>EULAR propõe novas definições para artrite psoriática de difícil controlo e refratária ao tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 09:06:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR) apresentou novas definições consensuais para a artrite psoriática (APs) de difícil controlo e para a doença refratária ao tratamento, num esforço para uniformizar critérios clínicos e melhorar a abordagem destes doentes. As propostas resultam de um trabalho internacional e multidisciplinar, que reuniu 27 especialistas, incluindo reumatologistas, dermatologistas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A <em>European Alliance of Associations for Rheumatology</em> (EULAR) apresentou novas definições consensuais para a artrite psoriática (APs) de difícil controlo e para a doença refratária ao tratamento, num esforço para uniformizar critérios clínicos e melhorar a abordagem destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas resultam de um trabalho internacional e multidisciplinar, que reuniu 27 especialistas, incluindo reumatologistas, dermatologistas, profissionais de saúde e representantes de doentes. O grupo seguiu os procedimentos padrão da EULAR, com revisão sistemática da literatura e um processo formal de consenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo foi estabelecer definições claras para duas patologias, a APs de difícil controlo (D2M, do inglês <em>difficult-to-manage</em>) e a APs refratária ao tratamento (TR, <em>treatment-refractory</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os princípios gerais definidos, destaca-se que uma proporção significativa de doentes com artrite psoriática apresenta resposta insuficiente ao tratamento, mesmo sob cuidados considerados padrão. Estas situações são frequentemente multifatoriais, envolvendo não apenas inflamação persistente, mas também comorbilidades e fatores psicossociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram ainda propostos seis critérios de referência, incluindo a falha em atingir ou manter resposta a pelo menos dois fármacos modificadores da doença biológicos ou sintéticos direcionados, com diferentes mecanismos de ação. Outros critérios incluem a persistência de sinais e sintomas considerados problemáticos pelo médico ou pelo doente, bem como evidência de atividade inflamatória contínua e envolvimento de manifestações extra-musculoesqueléticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nestes elementos, a EULAR definiu duas categorias principais, em que a APs D2M consiste em um conceito abrangente que inclui inflamação persistente, comorbilidades e fatores psicossociais. Enquanto que APs TR refere-se a um subgrupo mais restrito, caracterizado por atividade persistente da doença associada a evidência objetiva de inflamação ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estas definições deverão agora ser testadas em estudos clínicos e de investigação, com o objetivo de melhorar a compreensão da patogénese da doença e otimizar o tratamento dos doentes com artrite psoriática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia a proposta <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003496725044334?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>LupusGPT: ferramenta pioneira melhora acesso à informação sobre lúpus em vários idiomas</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/lupusgpt-ferramenta-pioneira-melhora-acesso-a-informacao-sobre-lupus-em-varios-idiomas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 15:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova ferramenta de inteligência artificial, designada LupusGPT, está a ser destacada pela comunidade científica internacional como um avanço relevante na forma como os doentes com lúpus e os profissionais de saúde acedem a informação fiável sobre a doença. Descrita num artigo publicado na revista The Lancet Rheumatology, a plataforma foi desenvolvida com o objetivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma nova ferramenta de inteligência artificial, designada LupusGPT, está a ser destacada pela comunidade científica internacional como um avanço relevante na forma como os doentes com lúpus e os profissionais de saúde acedem a informação fiável sobre a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descrita num artigo publicado na revista <em>The Lancet Rheumatology</em>, a plataforma foi desenvolvida com o objetivo de disponibilizar conteúdos baseados em evidência científica, em linguagem acessível e em vários idiomas, procurando reduzir barreiras linguísticas e combater a desinformação numa patologia complexa e heterogénea como o lupus eritematoso sistémico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto resulta de uma colaboração entre médicos, investigadores e doentes, integrando princípios de co-criação e validação contínua dos conteúdos. Segundo os autores, a ferramenta já demonstrou capacidade para responder a dezenas de milhares de questões em diferentes países, evidenciando o seu potencial de escalabilidade e utilidade clínica e educativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que o LupusGPT não substitui a consulta médica, mas pode funcionar como um complemento educativo, ajudando doentes a compreender melhor sintomas, tratamentos e cuidados associados à doença, bem como apoiando decisões informadas em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre a ferramenta <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanrhe/article/PIIS2665-9913(25)00370-4/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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