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	<title>Atualidade Archives - My Reumatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Reumatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças reumatológicas.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 Sep 2026 07:39:16 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Reumatologia</title>
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	<item>
		<title>Estudo com mais de 5 milhões de grávidas associa doenças autoimunes a complicações na gravidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vasto estudo de coorte realizado no Reino Unido concluiu que mulheres com doenças autoimunes apresentam, de forma consistente, um risco aumentado de várias complicações durante a gravidez e no período perinatal, embora com diferenças significativas consoante a doença autoimune em causa. A investigação analisou dados de 5,2 milhões de gravidezes registadas no Clinical Practice [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um vasto estudo de coorte realizado no Reino Unido concluiu que mulheres com doenças autoimunes apresentam, de forma consistente, um risco aumentado de várias complicações durante a gravidez e no período perinatal, embora com diferenças significativas consoante a doença autoimune em causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 5,2 milhões de gravidezes registadas no <em>Clinical Practice Research Datalink</em> (CPRD), complementados com mais de 2,4 milhões de partos registados em bases hospitalares (HES), entre 2000 e 2022. No total, foram avaliadas 17 doenças autoimunes e 12 desfechos relacionados com a gravidez, incluindo complicações pré-natais, obstétricas e de saúde mental perinatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os exemplos mais marcantes, destacam-se riscos significativamente elevados de pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional em mulheres com diabetes tipo 1, aumento de aborto espontâneo associado à síndrome de Sjögren e maior probabilidade de parto prematuro em casos de artrite reumatoide.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram observados riscos aumentados de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional em mulheres com lúpus eritematoso sistémico, bem como maior probabilidade de cesariana em doentes com doença inflamatória intestinal. Em paralelo, várias doenças autoimunes mostraram associação com problemas de saúde mental no período perinatal, incluindo níveis mais elevados de ansiedade e depressão, particularmente em casos de miastenia gravis, esclerose múltipla e lúpus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda algumas associações inversas, como menor ocorrência de certos desfechos em subgrupos específicos, incluindo algumas formas de esclerose sistémica e esclerose múltipla, embora estes resultados tenham sido menos consistentes após correções estatísticas rigorosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, os autores sublinham que as doenças autoimunes estão associadas a um risco globalmente mais elevado de complicações na gravidez, mas com grande heterogeneidade entre patologias. O estudo reforça a necessidade de uma avaliação clínica individualizada na vigilância da gravidez em mulheres com doenças autoimunes, de forma a antecipar riscos e melhorar os cuidados materno-fetais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42169116/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estudo português demonstra ligação entre envolvimento neurológico e maior gravidade na doença de Sjögren</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/estudo-portugues-demonstra-ligacao-entre-envolvimento-neurologico-e-maior-gravidade-na-doenca-de-sjogren/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:36:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional concluiu que o envolvimento neurológico na doença de Sjögren é relativamente raro, afetando cerca de 5% dos doentes analisados. A investigação, baseada no registo português PORTRESS, analisou dados de 1234 doentes e procurou caracterizar a frequência, os tipos de manifestações neurológicas e os fatores associados. De acordo com os resultados, 3,7% dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional concluiu que o envolvimento neurológico na doença de Sjögren é relativamente raro, afetando cerca de 5% dos doentes analisados. A investigação, baseada no registo português PORTRESS, analisou dados de 1234 doentes e procurou caracterizar a frequência, os tipos de manifestações neurológicas e os fatores associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados, 3,7% dos doentes apresentaram envolvimento do sistema nervoso periférico (SNP) e 1,4% do sistema nervoso central (SNC), sendo que apenas um paciente apresentou ambos. Apesar da baixa prevalência, os casos com manifestações neurológicas revelaram maior gravidade da doença, evidenciada por níveis mais elevados do índice ESSDAI, maior incidência de crioglobulinemia, vasculite cutânea e gamopatia monoclonal, bem como uma taxa de mortalidade superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda fatores associados de forma independente ao envolvimento neurológico. A crioglobulinemia e um ESSDAI basal mais elevado destacaram-se como preditores gerais. No caso do envolvimento do SNP, verificou-se associação com idade mais avançada no início dos sintomas, linfopenia e características inflamatórias e vasculíticas. Já o envolvimento do SNC mostrou um perfil distinto, estando ligado ao sexo masculino e a uma idade mais jovem no momento do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estas diferenças reforçam a necessidade de avaliar separadamente o envolvimento do sistema nervoso periférico e central. Além disso, os resultados podem contribuir para uma melhor identificação dos doentes que necessitam de vigilância neurológica mais apertada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, os investigadores alertam que, devido ao número limitado de casos, estes achados devem ser interpretados com cautela e confirmados em estudos futuros com amostras mais amplas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42639025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Investigadores criam ferramenta inédita para medir sintomas cognitivos no lúpus</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/investigadores-criam-ferramenta-inedita-para-medir-sintomas-cognitivos-no-lupus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:34:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu e validou, pela primeira vez, uma escala específica para medir a chamada “névoa mental” em pessoas com lúpus eritematoso sistémico (LES), um sintoma cognitivo frequentemente descrito como incapacitante pelos doentes. O novo instrumento, designado Lupus Brain Fog Severity Scale (LBFSS), surge como a primeira medida de desfecho reportada diretamente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu e validou, pela primeira vez, uma escala específica para medir a chamada “névoa mental” em pessoas com lúpus eritematoso sistémico (LES), um sintoma cognitivo frequentemente descrito como incapacitante pelos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo instrumento, designado <em>Lupus Brain Fog Severity Scale</em> (LBFSS), surge como a primeira medida de desfecho reportada diretamente pelos próprios doentes focada nos sintomas cognitivos associados ao LES. Estes sintomas, que incluem dificuldades de concentração, memória e clareza mental, têm vindo a ganhar reconhecimento pelo seu impacto significativo na qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento da LBFSS seguiu uma abordagem internacional em várias etapas, envolvendo tanto profissionais de saúde como doentes. Numa fase inicial, 147 participantes de 39 países descreveram livremente a sua experiência com a névoa mental, permitindo identificar 21 domínios distintos de sintomas. Após avaliação de relevância, 13 desses domínios foram selecionados e convertidos em itens de autoavaliação, tendo a escala sido posteriormente refinada com base no feedback contínuo de pacientes e médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validação final contou com uma amostra de 378 doentes provenientes de 36 países. Os resultados demonstraram uma elevada consistência interna (α de Cronbach de 0,95) e uma estrutura unidimensional robusta, capaz de explicar mais de 62% da variabilidade dos sintomas. Além disso, os participantes que relataram névoa mental apresentaram pontuações significativamente mais elevadas, confirmando a capacidade da escala em distinguir diferentes níveis de gravidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores observaram ainda correlações relevantes entre os resultados da LBFSS e o impacto funcional dos sintomas, bem como uma forte concordância com outras medidas já existentes de défices cognitivos percebidos. A capacidade discriminativa do instrumento revelou-se elevada, reforçando a sua utilidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a equipa responsável, a LBFSS representa um avanço importante na avaliação dos sintomas cognitivos no LES, podendo vir a facilitar tanto o acompanhamento clínico como o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. O instrumento é descrito como válido, fiável e de fácil aplicação, abrindo caminho para uma melhor compreensão de um dos aspetos mais negligenciados desta doença crónica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42442803/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Artrite idiopática juvenil associada a elevada carga de comorbilidades na idade adulta em Portugal</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/artrite-idiopatica-juvenil-associada-a-elevada-carga-de-comorbilidades-na-idade-adulta-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional, publicado no Clinical and Experimental Rheumatology, aborda o impacto a longo prazo da artrite idiopática juvenil (AIJ), destacando uma elevada prevalência e incidência de comorbilidades em adultos que vivem com a doença desde a infância. A investigação, baseada em dados do Registo Português de Doenças Reumáticas (Reuma.pt), analisou uma coorte de 748 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional, publicado no <em>Clinical and Experimental Rheumatology</em>, aborda o impacto a longo prazo da artrite idiopática juvenil (AIJ), destacando uma elevada prevalência e incidência de comorbilidades em adultos que vivem com a doença desde a infância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, baseada em dados do Registo Português de Doenças Reumáticas (Reuma.pt), analisou uma coorte de 748 doentes adultos com AIJ, dos quais 65,6% eram mulheres. A idade mediana dos participantes foi de 27,7 anos, com uma duração média da doença superior a duas décadas (20,6 anos), evidenciando o caráter crónico e prolongado desta condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os subtipos de AIJ, a forma oligoarticular destacou-se como a mais comum, representando quase um terço dos casos (29,9%). No entanto, o principal foco do estudo foi a carga de comorbilidades associadas à doença ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que as doenças autoimunes apresentam a maior taxa de incidência, com 7,1 novos casos por cada 1.000 pessoas-ano. Seguem-se a hipertensão arterial (5,1/1.000 pessoas-ano) e as doenças psiquiátricas (4,0/1.000 pessoas-ano). Em termos de prevalência, a hipertensão surge como a condição mais frequente (9%), seguida das perturbações psiquiátricas (8%) e da osteoporose (5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo avaliou ainda o impacto das terapêuticas utilizadas, nomeadamente os fármacos modificadores da doença biológicos. Foi observada uma associação significativa entre o uso destes medicamentos e a redução do risco de doença psiquiátrica, sugerindo um possível benefício adicional além do controlo da inflamação. Importa destacar que não foram encontradas associações relevantes entre estas terapêuticas e o aumento do risco de malignidade ou infeção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estes dados reforçam a necessidade de uma abordagem clínica abrangente e multidisciplinar na gestão de adultos com AIJ, com especial atenção à monitorização e prevenção de comorbilidades ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo contribui para um melhor entendimento das consequências a longo prazo da artrite idiopática juvenil, alertando para a importância de estratégias de acompanhamento contínuo e personalizado destes doentes na idade adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41841673/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novas diretrizes internacionais ampliam orientação terapêutica para manifestações raras do lúpus</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/novas-diretrizes-internacionais-ampliam-orientacao-terapeutica-para-manifestacoes-raras-do-lupus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um consórcio internacional de especialistas publicou novas diretrizes clínicas para o tratamento de manifestações raras do lúpus eritematoso sistémico (LES). O trabalho foi divulgado na The Lancet e resulta da colaboração entre a European Reference Network on Connective Tissue and Musculoskeletal Diseases, o Systemic Lupus International Collaborating Clinics e a European Lupus Society. Tradicionalmente, as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um consórcio internacional de especialistas publicou novas diretrizes clínicas para o tratamento de manifestações raras do lúpus eritematoso sistémico (LES). O trabalho foi divulgado na <em>The Lancet</em> e resulta da colaboração entre a <em>European Reference Network on Connective Tissue and Musculoskeletal Diseases</em>, o <em>Systemic Lupus International Collaborating Clinics</em> e a <em>European Lupus Society</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradicionalmente, as diretrizes para o LES concentram-se no envolvimento dos órgãos mais comuns, como rins, pele e sistema nervoso central. No entanto, muitas manifestações raras permanecem pouco estudadas, deixando médicos sem orientação clara baseada em evidência robusta. Para responder a esse desafio, 77 especialistas internacionais reuniram-se para desenvolver estratégias terapêuticas consensuais para 22 manifestações raras adicionais da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condições abordadas estão complicações graves como hemorragia pulmonar difusa, formas cutâneas raras, bem como manifestações renais menos comuns, como nefrite intersticial e podocitopatia lúpica. O documento também inclui recomendações para manifestações neurológicas raras, como coreia, neuropatia de pequenas fibras, catatonia e hipertensão intracraniana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as novas diretrizes abrangem manifestações gastrointestinais pouco frequentes e complicações musculoesqueléticas, como miosite e artropatia de Jaccoud. Outras condições analisadas incluem uveíte, angioedema associado a anticorpos anti-inibidor de C1, cistite intersticial e mastite lúpica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, estas estratégias não substituem recomendações baseadas em ensaios clínicos, mas fornecem um enquadramento essencial para a tomada de decisão em cenários onde a evidência científica é limitada ou inexistente. O objetivo é apoiar os especialistas em todo o mundo na abordagem de casos complexos, promovendo maior uniformidade e qualidade nos cuidados prestados a doentes com LES.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42648304/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Técnica de ultrassom identifica dois fenótipos de artrite psoriática grave</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/tecnica-de-ultrassom-identifica-dois-fenotipos-de-artrite-psoriatica-grave/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na RMD Open propõe uma nova classificação para a artrite psoriática de difícil tratamento, recorrendo a uma combinação de sinais clínicos e ultrassonografia musculoesquelética. A pesquisa identificou dois perfis distintos da doença: o fenótipo inflamatório persistente e o fenótipo não inflamatório. Entre 517 doentes com artrite psoriática já em tratamento, 53 (cerca [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <em>RMD Open</em> propõe uma nova classificação para a artrite psoriática de difícil tratamento, recorrendo a uma combinação de sinais clínicos e ultrassonografia musculoesquelética. A pesquisa identificou dois perfis distintos da doença: o fenótipo inflamatório persistente e o fenótipo não inflamatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 517 doentes com artrite psoriática já em tratamento, 53 (cerca de 10%) foram classificados como tendo a doença de difícil tratamento, caracterizada por uma resposta inadequada a pelo menos duas classes de fármacos e atividade persistente da doença. Os resultados indicam diferenças significativas entre os dois grupos. O perfil inflamatório persistente (presente em 57% dos casos) demonstrou maior número de articulações inchadas (2,5 (IQR 1,0–7,0) vs 0,0 (IQR 0,0–1,0), p &lt; 0,001), maior frequência de dactilite (20% vs 0%, p = 0,030) e de psoríase ungueal (40% vs 13%, p = 0,027), além de apresentar maior atividade inflamatória (3,81±2,0 vs 0,91±0,5, p&lt;0,001) e dano estrutural detetados por ultrassonografia (4,12±1,0 vs 2,38±2,1, p&lt;0,001). Em contrapartida, o perfil não inflamatório (43% dos doentes) destacou-se por uma discrepância significativa entre a avaliação do doente e a do médico (4,0 (IQR 2,5–5,0) vs 0,0 (IQR 0,0–1,5), p&lt;0,001), mais pontos de dor 16,0 (IQR 0,0–18,0) vs 0,0 (IQR 0,0–8,0), p=0,009) e um índice de entesopatia mais elevado (5,0 (IQR 2,0–8,0) vs 2,0 (IQR 0,0–5,0), p=0,023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta distinção tem implicações práticas importantes. Para os doentes com o perfil inflamatório, intensificar ou mudar a terapia anti-inflamatória pode ser a estratégia mais eficaz. Já para o grupo não inflamatório, o foco do tratamento deve ser a dor generalizada ou outras condições sobrepostas, como a fibromialgia. Ao integrar dados objetivos da ultrassonografia com os sinais clínicos, esta classificação oferece aos reumatologistas uma ferramenta poderosa para adaptar o tratamento às necessidades individuais, o que pode também ser crucial para selecionar doentes em ensaios clínicos, garantindo que os grupos de estudo sejam mais homogéneos. Em suma, esta nova abordagem pode transformar a gestão da artrite psoriática de difícil tratamento, otimizando a terapia e melhorando significativamente a qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://rmdopen.bmj.com/content/11/3/e005785" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doentes com lúpus têm maior prevalência de doença renal crónica</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/doentes-com-lupus-tem-maior-prevalencia-de-doenca-renal-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myreumatologia.pt/?p=215001</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo destaca a significativa prevalência da doença renal crónica (DRC) entre doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), incluindo aqueles sem nefrite lúpica prévia. A investigação, conduzida entre 2014 e 2023, avaliou 175 adultos com LES e seguiu-os durante uma média de 18 anos. Os resultados revelam que mais de metade dos doentes (54,6%) apresentava [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo destaca a significativa prevalência da doença renal crónica (DRC) entre doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), incluindo aqueles sem nefrite lúpica prévia. A investigação, conduzida entre 2014 e 2023, avaliou 175 adultos com LES e seguiu-os durante uma média de 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelam que mais de metade dos doentes (54,6%) apresentava DRC, com diferentes padrões de comprometimento renal: 15,7% tinham apenas taxa de filtração glomerular reduzida, 52,8% apresentavam apenas albuminúria e 31,5% tinham ambos os critérios. Embora a nefrite lúpica tenha sido associada a um risco cinco vezes maior de DRC, quase metade dos doentes com DRC não tinha histórico de nefrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo demonstrou ainda que a DRC está ligada a maior morbidade cardiovascular, hospitalizações frequentes por exacerbações de LES e aumento de infeções. Além disso, a doença renal crónica foi identificada como um fator importante de mortalidade, com uma taxa de 19,1% entre doentes afetados, comparada com 1,4% nos restantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham a importância do diagnóstico precoce e da monitorização da função renal em todos os doentes com LES, independentemente da presença de nefrite lúpica, para reduzir complicações e melhorar a sobrevida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo completo <a href="https://www.jrheum.org/content/early/2025/06/24/jrheum.2024-1087#xd_co_f=NDYxYjc5NWUtOGZiNS00OTFhLTgwYjMtNWUxZmQyNDI3NTVi~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Nefrite lúpica: interleucinas como biomarcadores para prever a gravidade da doença</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/nefrite-lupica-interleucinas-como-biomarcadores-para-prever-a-gravidade-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:46:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na ARP Rheumatology trouxe novas perspetivas sobre o papel de determinados biomarcadores na previsão da gravidade da nefrite lúpica. A investigação avaliou a utilidade das interleucinas IL-17, IL-23 e IL-10 como possíveis preditores da atividade e da classe da doença renal em doentes com lúpus. O trabalho envolveu 160 participantes, incluindo 100 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <em>ARP Rheumatology</em> trouxe novas perspetivas sobre o papel de determinados biomarcadores na previsão da gravidade da nefrite lúpica. A investigação avaliou a utilidade das interleucinas IL-17, IL-23 e IL-10 como possíveis preditores da atividade e da classe da doença renal em doentes com lúpus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho envolveu 160 participantes, incluindo 100 doentes com diagnóstico de LES, dos quais 80 apresentavam nefrite lúpica confirmada por biópsia renal recente e 20 não tinham envolvimento renal, e ainda 60 voluntários saudáveis. Todos foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais, com destaque para a análise dos níveis séricos de IL-17, IL-23 e IL-10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que estes três biomarcadores estavam significativamente mais elevados nos doentes com lúpus em comparação com os voluntários saudáveis, sobretudo nos casos de maior atividade da doença. A elevação era ainda mais evidente nos doentes com nefrite lúpica, em particular nas classes III e IV, que correspondem às formas mais agressivas da doença renal, e verificou-se uma correlação direta com o índice de atividade da nefrite. A análise estatística demonstrou que os níveis destas interleucinas podem distinguir, com elevada sensibilidade e especificidade, as diferentes classes histopatológicas da nefrite lúpica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os autores, os biomarcadores IL-17, IL-23 e IL-10 podem ser utilizados como indicadores de atividade do lúpus e preditores da gravidade da nefrite lúpica. Estes resultados podem contribuir para diagnósticos mais precisos e menos invasivos, além de apoiar decisões terapêuticas mais personalizadas, com impacto direto na preservação da função renal e na melhoria do prognóstico dos doentes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo completo <a href="https://www.arprheumatology.com/section.php?id=1756" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Desigualdades económicas moldam tratamento farmacológico das doenças reumáticas na Europa</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/desigualdades-economicas-moldam-tratamento-farmacologico-das-doencas-reumaticas-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo europeu publicado no Annals of the Rheumatic Diseases evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial. A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo europeu publicado no <em>Annals of the Rheumatic Diseases</em> evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, analisou dados longitudinais de 38.911 doentes provenientes de 13 países europeus, incluídos na rede europeia de investigação em espondiloartrite. Destes, 17.296 apresentavam artrite psoriática e 21.615 espondiloartrite axial, todos a iniciar terapêutica com fármacos antirreumáticos modificadores da doença biológicos ou sintéticos direcionados (b/tsDMARD) entre 2015 e 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a retenção destes fármacos foi significativamente inferior em países com maior produto interno bruto (PIB) per capita, comparativamente a países com níveis médios ou baixos, aos 6, 12 e 24 meses de tratamento. Esta associação manteve-se consistente tanto em homens como em mulheres e ao longo das diferentes linhas terapêuticas, sugerindo uma tendência para interrupção mais precoce do tratamento em contextos económicos mais favorecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma consistente, todos os indicadores socioeconómicos analisados, incluindo PIB, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), rendimento nacional bruto e despesa em saúde, apontaram para uma relação entre maior riqueza e menor duração do primeiro b/tsDMARD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, ao nível da atividade da doença no início do tratamento, verificou-se o padrão inverso, ou seja, os doentes em países com menor PIB apresentavam, de forma geral, maior gravidade clínica no momento de início do primeiro ou segundo b/tsDMARD, sobretudo nos casos de artrite psoriática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que existem desigualdades relevantes na abordagem terapêutica destas doenças inflamatórias crónicas, influenciadas pelo contexto socioeconómico dos países. Estes dados sublinham a necessidade de maior atenção por parte de clínicos e decisores de saúde, nomeadamente no que respeita à descontinuação precoce de terapêuticas em países mais ricos e ao início tardio do tratamento, frequentemente associado a maior atividade da doença, em países com menos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42443018/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Tabagismo materno e pessoal aumenta risco de osteoartrose</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/tabagismo-materno-e-pessoal-aumenta-risco-de-osteoartrose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo baseado em dados do UK Biobank demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos. A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo baseado em dados do <em>UK Biobank</em> demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), todos sem diagnóstico de osteoartrose no início do estudo. Cerca de 29,9% reportaram exposição ao tabagismo materno no período perinatal, enquanto 24,3% eram ex-fumadores e 9,5% fumadores atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do período de seguimento, verificou-se a ocorrência de osteoartrose em múltiplas localizações: 5,8% dos participantes desenvolveram OA do joelho, 3,8% da anca, 2,1% da mão e 16,5% apresentaram osteoartrose global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam que tanto o tabagismo materno como o pessoal estão positivamente associados ao risco de OA em todas as localizações analisadas. O risco relativo variou entre 1,08-1,23 para exposição materna e entre 1,18-1,40 para tabagismo pessoal. Além disso, foi observada uma relação dose-dependente entre a carga tabágica (maços-ano) e o risco de osteoartrose, reforçando a plausibilidade biológica desta associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa destacar que a suscetibilidade genética, avaliada através de <em>score </em>de risco poligénico, não alterou de forma significativa estas associações, sugerindo que o impacto do tabagismo no desenvolvimento de osteoartrose é consistente, independentemente do risco genético individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes achados reforçam o papel do tabagismo como um fator de risco modificável para a osteoartrose, sublinhando a importância de estratégias de prevenção primária, particularmente dirigidas à cessação tabágica e à proteção da exposição precoce durante a gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://acrjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/acr.80064" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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