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	<title>Sandra Muralha, Author at My Reumatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Reumatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças reumatológicas.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 26 Aug 2026 07:52:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sandra Muralha, Author at My Reumatologia</title>
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		<title>Save the date: Lupus Academy reúne especialistas em setembro</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/eventos/save-the-date-lupus-academy-reune-especialistas-em-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Lupus Academy reúne especialistas entre 3 e 5 de setembro de 2026, em Bratislava, na Eslováquia, num formato híbrido que permite a participação presencial e virtual. Algumas sessões selecionadas serão transmitidas em direto, enquanto os conteúdos gravados estarão disponíveis online até 31 de dezembro de 2026. De acordo com a organização, o programa científico [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A <em>Lupus Academy</em> reúne especialistas entre 3 e 5 de setembro de 2026, em Bratislava, na Eslováquia, num formato híbrido que permite a participação presencial e virtual. Algumas sessões selecionadas serão transmitidas em direto, enquanto os conteúdos gravados estarão disponíveis online até 31 de dezembro de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização, o programa científico incluirá sessões plenárias, workshops, apresentações de casos clínicos e simpósios da indústria, abordando temas atuais como terapias direcionadas, biomarcadores e novas estratégias no tratamento do lúpus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://www.lupus-academy.org/registrations/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Técnica de ultrassom identifica dois fenótipos de artrite psoriática grave</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/tecnica-de-ultrassom-identifica-dois-fenotipos-de-artrite-psoriatica-grave/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na RMD Open propõe uma nova classificação para a artrite psoriática de difícil tratamento, recorrendo a uma combinação de sinais clínicos e ultrassonografia musculoesquelética. A pesquisa identificou dois perfis distintos da doença: o fenótipo inflamatório persistente e o fenótipo não inflamatório. Entre 517 doentes com artrite psoriática já em tratamento, 53 (cerca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <em>RMD Open</em> propõe uma nova classificação para a artrite psoriática de difícil tratamento, recorrendo a uma combinação de sinais clínicos e ultrassonografia musculoesquelética. A pesquisa identificou dois perfis distintos da doença: o fenótipo inflamatório persistente e o fenótipo não inflamatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 517 doentes com artrite psoriática já em tratamento, 53 (cerca de 10%) foram classificados como tendo a doença de difícil tratamento, caracterizada por uma resposta inadequada a pelo menos duas classes de fármacos e atividade persistente da doença. Os resultados indicam diferenças significativas entre os dois grupos. O perfil inflamatório persistente (presente em 57% dos casos) demonstrou maior número de articulações inchadas (2,5 (IQR 1,0–7,0) vs 0,0 (IQR 0,0–1,0), p &lt; 0,001), maior frequência de dactilite (20% vs 0%, p = 0,030) e de psoríase ungueal (40% vs 13%, p = 0,027), além de apresentar maior atividade inflamatória (3,81±2,0 vs 0,91±0,5, p&lt;0,001) e dano estrutural detetados por ultrassonografia (4,12±1,0 vs 2,38±2,1, p&lt;0,001). Em contrapartida, o perfil não inflamatório (43% dos doentes) destacou-se por uma discrepância significativa entre a avaliação do doente e a do médico (4,0 (IQR 2,5–5,0) vs 0,0 (IQR 0,0–1,5), p&lt;0,001), mais pontos de dor 16,0 (IQR 0,0–18,0) vs 0,0 (IQR 0,0–8,0), p=0,009) e um índice de entesopatia mais elevado (5,0 (IQR 2,0–8,0) vs 2,0 (IQR 0,0–5,0), p=0,023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta distinção tem implicações práticas importantes. Para os doentes com o perfil inflamatório, intensificar ou mudar a terapia anti-inflamatória pode ser a estratégia mais eficaz. Já para o grupo não inflamatório, o foco do tratamento deve ser a dor generalizada ou outras condições sobrepostas, como a fibromialgia. Ao integrar dados objetivos da ultrassonografia com os sinais clínicos, esta classificação oferece aos reumatologistas uma ferramenta poderosa para adaptar o tratamento às necessidades individuais, o que pode também ser crucial para selecionar doentes em ensaios clínicos, garantindo que os grupos de estudo sejam mais homogéneos. Em suma, esta nova abordagem pode transformar a gestão da artrite psoriática de difícil tratamento, otimizando a terapia e melhorando significativamente a qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://rmdopen.bmj.com/content/11/3/e005785" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Doentes com lúpus têm maior prevalência de doença renal crónica</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/doentes-com-lupus-tem-maior-prevalencia-de-doenca-renal-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo destaca a significativa prevalência da doença renal crónica (DRC) entre doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), incluindo aqueles sem nefrite lúpica prévia. A investigação, conduzida entre 2014 e 2023, avaliou 175 adultos com LES e seguiu-os durante uma média de 18 anos. Os resultados revelam que mais de metade dos doentes (54,6%) apresentava [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo destaca a significativa prevalência da doença renal crónica (DRC) entre doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), incluindo aqueles sem nefrite lúpica prévia. A investigação, conduzida entre 2014 e 2023, avaliou 175 adultos com LES e seguiu-os durante uma média de 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelam que mais de metade dos doentes (54,6%) apresentava DRC, com diferentes padrões de comprometimento renal: 15,7% tinham apenas taxa de filtração glomerular reduzida, 52,8% apresentavam apenas albuminúria e 31,5% tinham ambos os critérios. Embora a nefrite lúpica tenha sido associada a um risco cinco vezes maior de DRC, quase metade dos doentes com DRC não tinha histórico de nefrite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo demonstrou ainda que a DRC está ligada a maior morbidade cardiovascular, hospitalizações frequentes por exacerbações de LES e aumento de infeções. Além disso, a doença renal crónica foi identificada como um fator importante de mortalidade, com uma taxa de 19,1% entre doentes afetados, comparada com 1,4% nos restantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham a importância do diagnóstico precoce e da monitorização da função renal em todos os doentes com LES, independentemente da presença de nefrite lúpica, para reduzir complicações e melhorar a sobrevida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo completo <a href="https://www.jrheum.org/content/early/2025/06/24/jrheum.2024-1087#xd_co_f=NDYxYjc5NWUtOGZiNS00OTFhLTgwYjMtNWUxZmQyNDI3NTVi~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Nefrite lúpica: interleucinas como biomarcadores para prever a gravidade da doença</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/nefrite-lupica-interleucinas-como-biomarcadores-para-prever-a-gravidade-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:46:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na ARP Rheumatology trouxe novas perspetivas sobre o papel de determinados biomarcadores na previsão da gravidade da nefrite lúpica. A investigação avaliou a utilidade das interleucinas IL-17, IL-23 e IL-10 como possíveis preditores da atividade e da classe da doença renal em doentes com lúpus. O trabalho envolveu 160 participantes, incluindo 100 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <em>ARP Rheumatology</em> trouxe novas perspetivas sobre o papel de determinados biomarcadores na previsão da gravidade da nefrite lúpica. A investigação avaliou a utilidade das interleucinas IL-17, IL-23 e IL-10 como possíveis preditores da atividade e da classe da doença renal em doentes com lúpus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho envolveu 160 participantes, incluindo 100 doentes com diagnóstico de LES, dos quais 80 apresentavam nefrite lúpica confirmada por biópsia renal recente e 20 não tinham envolvimento renal, e ainda 60 voluntários saudáveis. Todos foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais, com destaque para a análise dos níveis séricos de IL-17, IL-23 e IL-10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que estes três biomarcadores estavam significativamente mais elevados nos doentes com lúpus em comparação com os voluntários saudáveis, sobretudo nos casos de maior atividade da doença. A elevação era ainda mais evidente nos doentes com nefrite lúpica, em particular nas classes III e IV, que correspondem às formas mais agressivas da doença renal, e verificou-se uma correlação direta com o índice de atividade da nefrite. A análise estatística demonstrou que os níveis destas interleucinas podem distinguir, com elevada sensibilidade e especificidade, as diferentes classes histopatológicas da nefrite lúpica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os autores, os biomarcadores IL-17, IL-23 e IL-10 podem ser utilizados como indicadores de atividade do lúpus e preditores da gravidade da nefrite lúpica. Estes resultados podem contribuir para diagnósticos mais precisos e menos invasivos, além de apoiar decisões terapêuticas mais personalizadas, com impacto direto na preservação da função renal e na melhoria do prognóstico dos doentes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo completo <a href="https://www.arprheumatology.com/section.php?id=1756" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Reuma 360º: uma nova perspetiva sobre a Reumatologia</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/entrevistas/reuma-360o-uma-nova-perspetiva-sobre-a-reumatologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:43:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num contexto em que a Reumatologia se reinventa não só a nível científico, mas também na forma de comunicar, o Reuma 360º, podcast da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, surge como um espaço inovador de reflexão e partilha que vai além dos formatos tradicionais, integrando temas clínicos, formação, inovação e a experiência dos doentes. Em entrevista, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num contexto em que a Reumatologia se reinventa não só a nível científico, mas também na forma de comunicar, o Reuma 360º, podcast da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, surge como um espaço inovador de reflexão e partilha que vai além dos formatos tradicionais, integrando temas clínicos, formação, inovação e a experiência dos doentes. Em entrevista, <strong>Vítor Teixeira</strong>, reumatologista na ULS Algarve e na Lusíadas Saúde, resume a sua essência: “Mais do que transmitir informação, queremos promover conversa, reflexão e proximidade dentro da comunidade reumatológica, aproximando todos, especialistas, internos, investigadores e doentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual foi o propósito da criação do Reuma 360º e como tem sido este primeiro ano do projeto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vítor Teixeira (VT) |</strong> O Reuma 360º é um podcast e videocast da Sociedade Portuguesa de Reumatologia que nasceu precisamente da vontade de criar algo diferente dos formatos tradicionais de comunicação médica. Não pretendíamos criar um podcast centrado exclusivamente na revisão de doenças, na apresentação de <em>guidelines</em> ou na atualização sobre determinadas terapêuticas. Existem já excelentes canais para esse tipo de formação e não faria sentido tentar replicá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia foi criar um espaço que olhasse para a Reumatologia de forma mais ampla, daí o &#8220;360º&#8221;, abordando não só a ciência e a prática clínica, mas também os profissionais, os doentes, a formação, a investigação, a inovação, a organização dos cuidados de saúde e até temas que habitualmente ficam fora de congressos e de reuniões científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, ao longo deste primeiro ano procurámos trazer conversas muito diferentes entre si: desde temas clínicos e novas terapêuticas, à formação dos internos, à carreira na indústria farmacêutica, à inteligência artificial, à organização dos cuidados ou às desigualdades no acesso à Reumatologia. E procurámos também dar voz aos doentes e às suas experiências, porque não podemos falar de Reumatologia sem falar das pessoas que vivem diariamente com estas doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que essa diversidade é precisamente a identidade do Reuma 360º. Mais do que transmitir informação, queremos promover conversa, reflexão e proximidade dentro da comunidade reumatológica, aproximando todos, especialistas, internos, investigadores e doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto podcast, também permite ouvir uma discussão sobre determinado tema enquanto se conduz, se viaja ou entre duas atividades clínicas. Pode parecer algo simples, mas essa acessibilidade é uma das suas grandes vantagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este primeiro ano tem sido, por isso, sobretudo um período de descoberta. Temos percebido que existe vontade de ouvir não apenas &#8220;o que há de novo&#8221; numa determinada doença, mas também discutir para onde está a caminhar a nossa especialidade, quais são os desafios que enfrentamos e que impacto tudo isto tem nos nossos doentes e na forma como exercemos Medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |&nbsp; Na sua opinião, este podcast pode contribuir para reduzir a heterogeneidade na prática clínica entre reumatologistas em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VT |</strong> Mais do que procurar uniformizar a prática, penso que o Reuma 360º pode ajudar a criar uma cultura de atualização e de discussão. O objetivo do Reuma 360º não é substituir guidelines, recomendações ou dar uma formação estruturada, mas sim promover alguma reflexão crítica e discutir diferentes formas de abordar um problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |&nbsp; Que impacto tem tido, ou espera vir a ter, o podcast na formação contínua dos internos e jovens especialistas em Reumatologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VT |</strong> Os internos e os jovens especialistas estiveram desde o início entre os públicos que pretendíamos alcançar, embora o nosso público seja muito abrangente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que vivemos na era da inteligência artificial e o acesso à informação deixou de ser um grande problema, gostaria que o Reuma 360º pudesse acima de tudo estimular a curiosidade e o sentido crítico dos mais jovens. Se conseguirmos isso, já estaremos a contribuir para a formação contínua de todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Na sua perspetiva, este tipo de conteúdo pode influenciar a adoção mais rápida de inovação (ex.: novos fármacos, ensaios clínicos) na prática clínica em Portugal? Se sim, como?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VT |</strong> Sim, penso que pode ter um papel, sobretudo porque permite discutir a inovação para além da simples apresentação de um novo medicamento ou tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é importante perceber não apenas &#8220;o que há de novo&#8221;, mas para quem é relevante, qual a evidência disponível, quais são as limitações e como essa inovação se enquadra na prática clínica real. Ao mesmo tempo, é importante que os conteúdos mantenham independência científica e que exista uma distinção clara entre educação médica e comunicação promocional de produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a mensagem que gostaria de deixar para a comunidade de Reumatologia em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>VT |</strong> Diria que devemos continuar a investir na partilha de conhecimento e, sobretudo, na capacidade de conversar entre diferentes gerações e diferentes áreas da Reumatologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos uma especialidade extremamente dinâmica, com enormes avanços científicos e terapêuticos, mas também com desafios importantes na organização dos cuidados, no acesso dos doentes, na formação e na sustentabilidade do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Reuma 360º pretende ser precisamente um espaço onde estas diferentes dimensões possam coexistir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez a principal mensagem seja esta: a evolução da Reumatologia não depende apenas de termos novos tratamentos ou novas tecnologias; depende também da nossa capacidade de aprender uns com os outros, questionar o que fazemos e manter o doente no centro de todas essas mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista ao podcast <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLutdIjoUzohFbdYFZfEXqHxVa-z9pxBOe" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Reumatologia portuguesa reúne-se nos Açores em outubro</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/eventos/reumatologia-portuguesa-reune-se-nos-acores-em-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Reumatologia promove a 28.ª edição do Congresso Português de Reumatologia, que decorre entre os dias 14 e 17 de outubro de 2026, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, reunindo especialistas de todo o país numa das mais importantes iniciativas científicas da área. Este encontro anual assume-se como um momento central de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Reumatologia promove a 28.ª edição do Congresso Português de Reumatologia, que decorre entre os dias 14 e 17 de outubro de 2026, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, reunindo especialistas de todo o país numa das mais importantes iniciativas científicas da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este encontro anual assume-se como um momento central de atualização científica, discussão multidisciplinar e partilha de boas práticas clínicas no domínio das doenças reumáticas, refletindo a evolução constante desta especialidade e o seu impacto crescente na saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a expectativa de mais uma edição de sucesso, o Congresso Português de Reumatologia é um ponto de encontro privilegiado para debater os desafios atuais e o futuro da especialidade em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda a todas as informações <a href="https://www.spreumatologia.pt/evento-xxviii-cpr-congresso-portugues-de-reumatologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> e faça a sua inscrição <a href="https://eventbase.pt/EventBase/Inscricoes/PaginaInscricaoIndividual.aspx?Params=RXZlbnRvSUQ9MTUzMA==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desigualdades económicas moldam tratamento farmacológico das doenças reumáticas na Europa</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/desigualdades-economicas-moldam-tratamento-farmacologico-das-doencas-reumaticas-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myreumatologia.pt/?p=214979</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo europeu publicado no Annals of the Rheumatic Diseases evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial. A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo europeu publicado no <em>Annals of the Rheumatic Diseases</em> evidencia que os fatores socioeconómicos nacionais influenciam de forma significativa tanto a retenção terapêutica como a atividade da doença em doentes com artrite psoriática e espondiloartrite axial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação europeia, que contou com a participação dos médicos portugueses Miguel Bernardes e Luís Cunha Miranda, analisou dados longitudinais de 38.911 doentes provenientes de 13 países europeus, incluídos na rede europeia de investigação em espondiloartrite. Destes, 17.296 apresentavam artrite psoriática e 21.615 espondiloartrite axial, todos a iniciar terapêutica com fármacos antirreumáticos modificadores da doença biológicos ou sintéticos direcionados (b/tsDMARD) entre 2015 e 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a retenção destes fármacos foi significativamente inferior em países com maior produto interno bruto (PIB) per capita, comparativamente a países com níveis médios ou baixos, aos 6, 12 e 24 meses de tratamento. Esta associação manteve-se consistente tanto em homens como em mulheres e ao longo das diferentes linhas terapêuticas, sugerindo uma tendência para interrupção mais precoce do tratamento em contextos económicos mais favorecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma consistente, todos os indicadores socioeconómicos analisados, incluindo PIB, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), rendimento nacional bruto e despesa em saúde, apontaram para uma relação entre maior riqueza e menor duração do primeiro b/tsDMARD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, ao nível da atividade da doença no início do tratamento, verificou-se o padrão inverso, ou seja, os doentes em países com menor PIB apresentavam, de forma geral, maior gravidade clínica no momento de início do primeiro ou segundo b/tsDMARD, sobretudo nos casos de artrite psoriática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que existem desigualdades relevantes na abordagem terapêutica destas doenças inflamatórias crónicas, influenciadas pelo contexto socioeconómico dos países. Estes dados sublinham a necessidade de maior atenção por parte de clínicos e decisores de saúde, nomeadamente no que respeita à descontinuação precoce de terapêuticas em países mais ricos e ao início tardio do tratamento, frequentemente associado a maior atividade da doença, em países com menos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42443018/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Tabagismo materno e pessoal aumenta risco de osteoartrose</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/tabagismo-materno-e-pessoal-aumenta-risco-de-osteoartrose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo baseado em dados do UK Biobank demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos. A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo baseado em dados do <em>UK Biobank</em> demonstra que o tabagismo, tanto durante a gravidez como ao longo da vida, está associado a um aumento significativo do risco de osteoartrose (OA), independentemente da predisposição genética dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 321.075 participantes, com idade média de 56 anos e uma maioria feminina (55%), todos sem diagnóstico de osteoartrose no início do estudo. Cerca de 29,9% reportaram exposição ao tabagismo materno no período perinatal, enquanto 24,3% eram ex-fumadores e 9,5% fumadores atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do período de seguimento, verificou-se a ocorrência de osteoartrose em múltiplas localizações: 5,8% dos participantes desenvolveram OA do joelho, 3,8% da anca, 2,1% da mão e 16,5% apresentaram osteoartrose global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam que tanto o tabagismo materno como o pessoal estão positivamente associados ao risco de OA em todas as localizações analisadas. O risco relativo variou entre 1,08-1,23 para exposição materna e entre 1,18-1,40 para tabagismo pessoal. Além disso, foi observada uma relação dose-dependente entre a carga tabágica (maços-ano) e o risco de osteoartrose, reforçando a plausibilidade biológica desta associação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa destacar que a suscetibilidade genética, avaliada através de <em>score </em>de risco poligénico, não alterou de forma significativa estas associações, sugerindo que o impacto do tabagismo no desenvolvimento de osteoartrose é consistente, independentemente do risco genético individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes achados reforçam o papel do tabagismo como um fator de risco modificável para a osteoartrose, sublinhando a importância de estratégias de prevenção primária, particularmente dirigidas à cessação tabágica e à proteção da exposição precoce durante a gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://acrjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/acr.80064" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Projeto RheumaFacts: EULAR demonstra disparidades nos cuidados reumatológicos na Europa</title>
		<link>https://myreumatologia.pt/atualidade/projeto-rheumafacts-eular-demonstra-disparidades-nos-cuidados-reumatologicos-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR) lançou o projeto RheumaFacts, uma iniciativa destinada a monitorizar e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde nesta área. Os primeiros resultados evidenciam desigualdades marcadas no acesso e na qualidade da assistência prestada a pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas (DRM) na Europa. Com início em 2024, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A<em> European Alliance of Associations for Rheumatology</em> (EULAR) lançou o projeto <em>RheumaFacts</em>, uma iniciativa destinada a monitorizar e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde nesta área. Os primeiros resultados evidenciam desigualdades marcadas no acesso e na qualidade da assistência prestada a pessoas com doenças reumáticas e musculoesqueléticas (DRM) na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com início em 2024, esta primeira edição do <em>RheumaFacts</em> analisou dados de 36 dos 40 países membros da EULAR, combinando informação recolhida junto das sociedades nacionais de reumatologia com dados demográficos e económicos provenientes de bases internacionais, como a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados evidenciam uma grande variabilidade na capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A densidade de reumatologistas, por exemplo, varia entre 0,8 e 6,6 por 100.000 habitantes, com uma mediana de 2,9, refletindo desigualdades relevantes no acesso a especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também o acesso a cuidados não farmacológicos permanece limitado em muitos países. Embora a fisioterapia seja comparticipada em 72% dos países analisados, o apoio psicológico está disponível em apenas 39%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito ao tratamento farmacológico, o estudo mostra que, apesar de 94% dos países disponibilizarem todos os fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) sintéticos convencionais, persistem lacunas no acesso a terapêuticas mais avançadas. Apenas 34% dos países têm acesso a todos os DMARDs biológicos e cerca de metade (51%) disponibiliza todos os DMARDs sintéticos direcionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados sublinham desigualdades transnacionais importantes, tanto ao nível dos recursos humanos como do financiamento e acesso aos cuidados. Segundo os autores, o <em>RheumaFacts</em> constitui a primeira base harmonizada para monitorizar estas disparidades, permitindo à EULAR e às sociedades científicas nacionais acompanhar a evolução dos indicadores e apoiar decisões políticas que promovam melhores cuidados e qualidade de vida para as pessoas com DRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0003496726003432?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myreumatologia.pt/atualidade/projeto-rheumafacts-eular-demonstra-disparidades-nos-cuidados-reumatologicos-na-europa/">Projeto RheumaFacts: EULAR demonstra disparidades nos cuidados reumatológicos na Europa</a> appeared first on <a href="https://myreumatologia.pt">My Reumatologia</a>.</p>
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		<title>Reumatologia em Portugal: ciência, inovação e colaboração no centro do debate </title>
		<link>https://myreumatologia.pt/entrevistas/reumatologia-em-portugal-ciencia-inovacao-e-colaboracao-no-centro-do-debate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O Congresso Português de Reumatologia é, acima de tudo, um espaço de encontro, partilha de conhecimento e construção de novas parcerias” afirma Fernando Pimentel dos Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, ao enquadrar a edição de 2026 do congresso nacional, que decorre entre 14 e 17 de outubro, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“O Congresso Português de Reumatologia é, acima de tudo, um espaço de encontro, partilha de conhecimento e construção de novas parcerias” afirma <strong>Fernando Pimentel dos Santos</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, ao enquadrar a edição de 2026 do congresso nacional, que decorre entre 14 e 17 de outubro, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. Sob o tema central “Inovação em Reumatologia”, o encontro pretende destacar “os avanços que têm vindo a transformar o diagnóstico, a monitorização e o tratamento das doenças reumáticas”, promovendo simultaneamente a discussão sobre a sua aplicação prática e o impacto real na vida dos doentes. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Quais são os pontos de destaque deste evento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fernando Pimentel dos Santos (FPS) </strong>| O Congresso Português de Reumatologia 2026 terá como tema central &#8220;Inovação em Reumatologia&#8221;, refletindo os avanços que têm vindo a transformar o diagnóstico, a monitorização e o tratamento das doenças reumáticas. Mais do que apresentar as mais recentes inovações científicas e tecnológicas, pretendemos discutir de que forma estas podem ser implementadas na prática clínica e chegar efetivamente aos doentes, garantindo um acesso mais equitativo às melhores opções de diagnóstico e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico cobre todas as grandes áreas da Reumatologia e inclui temas particularmente atuais, como a obesidade e o papel dos agonistas dos recetores GLP-1 nas doenças reumáticas, as doenças sistémicas, as vasculites, as espondilartrites, a fibromialgia e a apresentação de casos clínicos de exceção. Realizar-se-ão ainda cursos pré-congresso dedicada existência de um programa especificamente dirigido aos médicos de Medicina Geral e Familiar, cujo papel é fundamental para promover o diagnóstico precoce e uma referenciação mais atempada para a Reumatologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o congresso incluirá também um programa dedicado à literacia em saúde para pessoas com doenças reumáticas, desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra as Doenças reumáticas, em parceria com associações de doentes, reforçando o seu papel como parceiros ativos nos cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente ao programa científico, será dada especial atenção à promoção do exercício físico como um dos pilares da prevenção e do tratamento das doenças reumáticas, através de uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, reforçando uma visão da Reumatologia centrada na pessoa, na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaco igualmente a forte componente internacional do congresso, refletida na colaboração com sociedades científicas europeias, com os países de língua oficial portuguesa e com a PANLAR. A realização do congresso nos Açores simboliza precisamente esta vocação de construir pontes entre a Europa, África e as Américas, promovendo a cooperação científica e o desenvolvimento da Reumatologia a nível internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Quais são as principais necessidades ou lacunas no âmbito da Reumatologia que este evento procura colmatar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FPS | </strong>Apesar dos extraordinários avanços alcançados na Reumatologia nas últimas décadas, continuam a existir desafios importantes relacionados com o diagnóstico precoce, a referenciação atempada para especialistas de Reumatologia e a implementação das mais recentes recomendações clínicas. O congresso constitui, por isso, uma oportunidade privilegiada para atualizar conhecimentos, discutir novas guidelines, critérios de classificação e estratégias terapêuticas baseadas na melhor evidência científica disponível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro objetivo central é reforçar a articulação entre os reumatologistas e os profissionais de outras especialidades, em particular da Medicina Geral e Familiar, contribuindo para melhorar os circuitos de referenciação e reduzir o tempo até ao diagnóstico e ao início do tratamento. Paralelamente, serão apresentadas algumas das principais iniciativas estratégicas da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, nomeadamente a nova versão do Programa Nacional de Luta contra as Doenças Reumáticas v2, a proposta da Rede Nacional de Referenciação em Reumatologia e a visão para o futuro do Reuma.pt e da <em>ARP Rheumatology</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Considerando os mais recentes avanços no diagnóstico e nas terapêuticas biológicas, como é que o programa irá integrar essas inovações?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FPS | </strong>A inovação é o eixo transversal de todo o congresso. Ao longo das diferentes sessões serão apresentados os mais recentes avanços nas terapêuticas biológicas e nas pequenas moléculas, na medicina de precisão, nos biomarcadores, na imagiologia e nas estratégias de tratamento personalizado, bem como a sua aplicação às diferentes doenças reumáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este tema será particularmente desenvolvido na conferência inaugural, que reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir o impacto da inovação na prática clínica, na qualidade de vida das pessoas com doenças reumáticas e na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Para além dos avanços científicos, o debate centrar-se-á também nos desafios do acesso e da equidade, procurando identificar soluções que permitam transformar o conhecimento científico em benefícios concretos para os doentes. Noutro momento, há lugar para uma conferência sobre como reforçar a competitividade de Portugal na investigação clínica em Reumatologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que mensagem final gostaria de transmitir relativamente ao evento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FPS | </strong>O Congresso Português de Reumatologia é, acima de tudo, um espaço de encontro, partilha de conhecimento e construção de novas parcerias. Reúne reumatologistas de todo o país, médicos internos, investigadores, especialistas de áreas afins, médicos de Medicina Geral e Familiar e representantes de associações de doentes, promovendo uma abordagem multidisciplinar e integrada das doenças reumáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa ambição é que este congresso contribua para melhorar a qualidade dos cuidados prestados às pessoas com doenças reumáticas e para reforçar a afirmação da Reumatologia portuguesa, tanto a nível nacional como internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda a todas as informações do congresso <a href="https://www.spreumatologia.pt/evento-xxviii-cpr-congresso-portugues-de-reumatologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> e faça a sua inscrição <a href="https://eventbase.pt/EventBase/Inscricoes/PaginaInscricaoIndividual.aspx?Params=RXZlbnRvSUQ9MTUzMA==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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